O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo que a instalação de câmeras de segurança na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, está em sintonia com os interesses de seu país.

O líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, disse que espera "atos mais fortes de palavras" da parte de Netanyahu.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciou no sábado em Amã que Netanyahu havia aceitado a ideia jordaniana de instaurar um sistema de videovigilância, durante as 24 horas do dia, de todos os lugares do complexo, situado em Jerusalém oriental.

Para Netanyahu, as câmeras "vão servir primeiro para refutar a ideia de que Israel está violando o status quo e, segundo, para mostrar de onde vêm realmente as provocações e para preveni-las".

"Está dentro dos interesses israelenses a instalação de câmeras em todo o Monte do Templo", disse Netanyahu no início de uma reunião ministerial, usando o nome que os judeus dão ao lugar, que também consideram sagrado.

O controle e o acesso à Esplanada das Mesquitas é o catalisador da onda de violência que desde 1º de outubro atinge Jerusalém, os Territórios Palestinos e Israel.

"Espero que ajuda a acalmar as coisas, pelo menos a respeito do Monte do Templo", disse Netanyahu.

Tanto palestinos como a Jordânia acusam Israel de querer mudar os termos que desde 1967 regem a Esplanada, onde se encontra a mesquita de Al-Aqsa, e dividi-la entre judeus e muçulmanos - acusação negada por Israel.

"Não queremos mais o status quo tal e como ele (Netanyahu) entende", disse Nabil Chaath, alto dirigente do Fatah, partido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

"Não haverá paz sem uma perspectiva política para colocar um termo definitivo à ocupação" dos territórios palestinos por Israel desde 1967.

* AFP

 DC Recomenda
 
 Comente essa história