Uma centena de países da ONU se comprometeu nesta sexta-feira a não se opor às resoluções do Conselho de Segurança da ONU em casos de atrocidades maciças.

Esta iniciativa, destinada a evitar a paralisia das atuações do Conselho de Segurança na crise síria, onde Rússia e China impõem seu veto sistematicamente às resoluções críticas com relação ao regime de Bashar Al Assad.

No total, 104 países dos 194 membros da ONU, entre eles França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Espanha, México e Japão já assinaram um "código de conduta" a respeito, que foi divulgado por Liechtenstein, promotor da iniciativa.

Os países signatários se comprometem a não votar contra um projeto de resolução do Conselho de Segurança que busque impedir um genocídio, crimes de guerra ou contra a humanidade.

A maior parte dos países que assinaram o documento não fazem parte do Conselho de Segurança, que tem cinco membros permanentes com direito a veto. No entanto, poderiam entrar nesta instância nos próximos anos, devido à renovação anual de cinco dos dez membros não permanentes.

Japão, Ucrânia e Uruguai, três países que foram eleitos para assumir a partir de janeiro um posto no Conselho de Segurança, assinaram o o compromisso.

* AFP

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