A confirmação de um caso de brucelose bovina no final de agosto, em um animal criado numa fazenda de São João do Itaperiú, no Norte do Estado, levou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc) a verificar a hipótese de que outros animais da mesma fazenda, além de propriedades de Jaraguá do Sul e de Araquari, possam estar infectados pela bactéria que provoca a doença. As três propriedades são mantidas por uma distribuidora de carnes de Jaraguá do Sul.

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A brucelose é uma doença transmissível, que ataca principalmente os bovinos, mas também outras espécies de animais e pode ainda infectar humanos (em estágio avançado, a doença infecciosa pode afetar todos os órgãos). Conforme é previsto em protocolo, o animal doente já foi abatido. As três fazendas estão interditadas para a entrada e a saída de animais enquanto não for descartada a possibilidade de novos casos.

Cada propriedade tem cerca de 300 cabeças de gado. Como também é determinado por um protocolo estadual, pessoas que possam ter sido expostas à bactéria, a exemplo dos funcionários da fazenda em São João do Itaperiú, passaram por testes clínicos e laboratoriais. Não há, por enquanto, confirmação de infecção por brucelose em humanos na região.

— Estamos atentos à situação porque temos um cuidado muito específico. São duas veterinárias que já fazem os exames in loco nos animais abatidos e não abatidos que chegam aos frigoríficos — diz o prefeito de São João do Itaperiú, Rovâni Delmonego.

O gerente da Cidasc em Joinville, Fernando Wendhausen Rothbarth, diz que ainda não há como garantir quando estará descartada a hipótese de mais casos nas três fazendas. Isto porque, mesmo se o primeiro exame der negativo em todo o rebanho, os testes serão repetidos um mês depois.

— Caso dê positivo em mais algum animal, ele também será abatido e todo esse processo será refeito para não haver dúvidas — aponta o gerente.

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