Delator acusa Delcídio de receber propina por refinaria de Pasadena, diz TV GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO

Segundo Baiano, o dinheiro foi usado para ajudar na campanha ao governo sul-matogrossense

Foto: GERALDO BUBNIAK / AGB/ESTADÃO CONTEÚDO

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) recebeu US$ 1,5 milhão de dólares de propina pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, segundo o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. O negócio foi feito pela Petrobras em 2006 e rendeu um prejuízo de US$ 790 milhões aos cofres da estatal. As informações são do Jornal Nacional, da TV Globo.

Em depoimentos da Operação Lava-Jato, o delator contou ainda que fez os pagamentos quando o senador estava em campanha ao governo do Mato Grosso do Sul. Como acabou perdendo as eleições, se manteve como senador, até ser reeleito. Segundo Baiano, o dinheiro foi usado para ajudar na campanha ao governo sul-matogrossense.

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Ainda de acordo com Baiano, Delcídio seria o responsável pela indicação de Nestor Cerveró ao cargo de diretor da área internacional da Petrobras. Foi Cerveró quem fez o relatório indicando que a compra da refinaria norte-americana seria uma boa oportunidade para a Petrobras. O senador nega que tenha indicado Cerveró para o cargo.

O nome de Delcídio do Amaral também foi citado em outro contrato da Petrobras, que trata do aluguel de navios-sonda para a estatal. Segundo Baiano, houve um acordo entre Delcídio, o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ex-ministro Silas Rondeau, também filiado ao PMDB.

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Baiano afirmou na delação que o acerto envolvia um pagamento inicial de US$ 4 milhões para os envolvidos. No entanto, após o encerramento do contrato, o valor final da propina ficou em US$ 6 milhões. O valor, no entanto, teria sido dividido pelo lobista Jorge Luz.

Em nota, o senador Delcídio Amaral respondeu que considera absurda a menção de Baiano na delação. "Além de absurdo, é muito estranho que meu nome tenha sido novamente citado nessa investigação, colocado numa época em que eu era considerado 'persona non grata' por todos que estavam sendo investigados pela CPMI dos Correios, cuja presidência exerci exatamente nesse período (2005/2006)", diz a nota.

* Zero Hora

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