Deputado Miro Teixeira defende candidatura presidencial de Marina, que desconversa Bruno Alencastro/Agencia RBS

"Não estou nessa cadeira cativa de candidato", afirmou a ex-senadora Marina Silva

Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter decidido abrir uma ação de impugnação de mandato contra a chapa formada pela presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, um deputado da Rede Sustentabilidade defendeu, nesta quinta-feira, a candidatura da ex-senadora Marina Silva à sucessão presidencial.

Durante o lançamento da bancada do novo partido no Congresso Nacional, o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) disse que Marina reúne as qualidades necessárias para ser presidente da República e que a ex-presidenciável "não fugirá à luta".

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— E não adianta dizer que não é candidata à Presidência da República — disse Miro em seu discurso.

À reportagem, Marina desconversou.

— Não estou nessa cadeira cativa de candidato.

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A ex-senadora já disputou duas eleições presidenciais e, nas duas ocasiões, ficou em terceiro lugar.

No evento de oficialização do ingresso dos cinco deputados e do senador Randolfe Rodrigues (AP) à bancada parlamentar da legenda recém-criada, os parlamentares citaram a gravidade da crise política e a fragilidade do Executivo e do Legislativo.

— Me dá mais tristeza por vir de quem veio — lamentou a ex-senadora e vereadora de Maceió (AL), Heloísa Helena, que emendou: — Avante! Marina merece e o Brasil precisa.

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Aos novos filiados, Marina disse que a crise econômica se deve às escolhas erradas do governo na área política e que o momento difícil chama a classe à responsabilidade. A ex-senadora fez críticas indiretas à reforma ministerial e atacou as "barganhas" na distribuição de cargos na Esplanada dos Ministérios.

Sem falar em possível candidatura, a ex-presidenciável disse que é hora de ganhar a confiança das pessoas.

— É o momento de não ficar querendo ganhar popularidade, mas de recuperar credibilidade. Não é o momento de instrumentalização da crise, mas de se debruçar para resolver a crise — declarou.

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A dirigente da Rede lembrou que o momento é delicado e pregou que a militância avalie as denúncias no mérito, sem "dois pesos e duas medidas".

— É imperativo ético não fazer uso da crise em benefício próprio — observou.

*Estadão Conteúdo

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