Dilma descarta risco de impeachment e ruptura institucional JONATHAN NACKSTRAND/AFP

Dilma participou de entrevista ao lado do primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven

Foto: JONATHAN NACKSTRAND / AFP

A presidente Dilma Rousseff descartou na manhã desta segunda-feira em Estocolmo, na Suécia, que o seu governo corra risco de impeachment em razão da crise política. Segundo ela, não haverá "ruptura institucional" no Brasil, nem "crise política mais acentuada". As declarações foram realizadas em entrevista concedida ao lado do primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, minutos após encontro bilateral com o chefe de governo.

Dilma diverge do PT e diz que Levy fica no Ministério da Fazenda

Questionada pela imprensa sueca se as crises econômica e política e a ameaça de impeachment colocavam em risco o contrato de US$ 4,5 bilhões com a Saab, sediada na Suécia, para aquisição de 36 aviões de caça Gripen NG, que equiparão a Força Aérea Brasileira (FAB), a presidente descartou a possibilidade.

— Eu asseguro que o Brasil está em busca de estabilidade política e não acreditamos que haja qualquer processo de ruptura institucional — respondeu.

— Nós somos uma democracia e temos tanto um Legislativo, como um Judiciário e um Executivo independentes, mas também que funcionam com autonomia e harmonia. Não acreditamos que haja nenhum risco de crise política mais acentuada — acrescentou.

"Lamento que sejam contra um brasileiro", diz Dilma sobre denúncias contra Cunha

Dilma ressaltou ainda que países da Europa e os Estados Unidos, que sofreram mais o impacto da crise econômica de 2008, não romperam contratos firmados, e que não há razões para crer que isso poderia acontecer no caso da Saab no Brasil. Como já havia feito minutos antes em discurso a empresários suecos, a presidente reiterou a força da economia do país e o caráter "conjuntural" da turbulência econômica.

Ministros do STF barram manobra de Cunha para impeachment

— O Brasil tem uma economia estruturalmente sólida. Nós não temos bolhas de crédito, não temos um processo estrutural que leve o Brasil a uma crise profunda, não temos problemas monetários — mencionou.

— A crise do Brasil é conjuntural e está sendo enfrentada — completou.

Leia as últimas notícias

*ESTADÃO CONTEÚDO

 Veja também
 
 Comente essa história