Dilma diverge do PT e diz que Levy fica no Ministério da Fazenda  JONATHAN NACKSTRAND/AFP

Dilma conheceu o rei Carlos XVI Gustavo e a rainha Silvia

Foto: JONATHAN NACKSTRAND / AFP

Em entrevista concedida na tarde deste domingo, em Estocolmo, na Suécia, a presidente Dilma Rousseff reiterou a permanência de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, classificou os rumores sobre sua saída do governo de "especulação" e disse que a opinião do presidente do PT, Rui Falcão, que, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, afirmou que Levy deve deixar o cargo se não mudar os rumos da política econômica, não é a opinião do governo.

— O presidente do PT pode ter a opinião que ele quiser. Mas não é a opinião do governo — confirmou Dilma.

— Se eu disse que não é a opinião do governo, o ministro Levy fica — emendou.

Marta Sfredo: dia nacional do boato, parte dois
"Lamento que sejam contra um brasileiro", diz Dilma sobre denúncias contra Cunha

A garantia de que o ministro permanece na equipe econômica, no comando do Ministério da Fazenda, foi feita em sua primeira entrevista concedida após a reunião realizada na sexta-feira, em Brasília, quando cresceram os rumores sobre a suposta saída do ministro. Irritada com as perguntas, Dilma quis colocar um ponto final nas questões sobre o tema.

Em jantar com Dilma, Lula avalia que Levy tem "prazo de validade"

— Ele não está saindo do governo. Ponto. Eu não trato mais desse assunto — avisou.

— Qualquer coisa além disso está ficando especulativo. Vocês não farão especulação a respeito do ministro da Fazenda comigo — comentou.

Ajuste fiscal reduz verba para programas de Educação, bandeiras da campanha de Dilma

A presidente disse também que o assunto não foi discutido na reunião realizada em Brasília, com Levy, o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

— O que nós conversamos na sexta-feira foi sobre quais serão os próximos passos e qual é a nossa estratégia no sentido de que se aprovem as principais medidas (do pacote que deverá promover) do equilíbrio fiscal — reafirmou, assegurando que "não se tocou no assunto" demissão.

"O governo deveria rever suas estruturas", diz economista do Insper

Dilma observou ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não solicitou a substituição do ministro da Fazenda. O nome do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles seria o seu favorito.

— Ele nunca me pediu nada. O presidente Lula, quando quer alguma coisa, não tem o menor constrangimento de falar comigo — ressaltou.

Governo dará tesourada no orçamento de programas sociais

Demonstrando impaciência, a presidente ainda voltou a criticar as "especulações" em torno dos rumores da eventual saída do ministro Joaquim Levy.

— As pessoas que estão no meu ministério hoje, eu espero que vão até o final do meu mandato. É essa a visão geral. O resto é tentativa errada de especulação, porque cria instabilidade, cria tumulto — argumentou.

Dilma também viajará para a Finlândia para tentar ampliar a cooperação comercial do Brasil com os dois países europeus.

Leia as últimas notícias

 Veja também
 
 Comente essa história