Eduardo Cunha chama de seletivas divulgações sobre contas na Suíça Gustavo Lima/Câmara dos Deputados / Divulgação

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Após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, confirmar em resposta ao Psol que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mantinha contas bancárias na Suíça, o parlamentar criticou mais uma vez as informações, chamando-as de “divulgações seletivas”. Em nota emitida nesta sexta-feira, Cunha afirma que “também é muito estranho não ter ainda nenhuma denúncia contra membro do PT ou do governo, detentor de foro privilegiado”.

A nota reitera que o presidente da Câmara desconhece o teor dos fatos e só vai se manifestar após os advogados tomarem conhecimento das informações confirmadas pela PGR. Cunha alega ser vítima de constrangimento.

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Nesta semana, quando a Procuradoria-Geral da República confirmou as contas no exterior e o bloqueio das mesmas, partidos como Psol e PPS recorreram à Corregedoria da Câmara e ao Conselho de Ética pedindo o afastamento do presidente da casa. Partidos aliados a Cunha estudam liberar deputados para que assinem o pedido de afastamento.

Ele, contudo, diz que não vai pedir licença ou renunciar ao cargo.

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