A Casa Branca advertiu nesta quinta-feira Benjamín Netanyahu para que evite o uso da "retórica incendiária", depois de o primeiro-ministro de Israel afirmar que um líder religioso palestino provocou o holocausto.

"Acreditamos que esta retórica incendiária precisa ser detida", disse Eric Schultz, porta-voz da Casa Branca.

Na terça-feira, em um discurso em Jerusalém, Netanyahu sugeriu que Hitler não planejava o extermínio dos judeus até se reunir, em 1941, com o grande mufti de Jerusalém, Haj Amin al Husseini, alto dirigente muçulmano na Palestina, então sob mandato britânico.

"Não penso que alguém na Casa Branca tenha qualquer dúvida sobre quem é o responsável pelo holocausto de seis milhões de judeus", destacou Schultz

"Continuamos advertindo tanto de forma pública como privada (...) sobre a importância de se evitar a retórica incendiária, acusações ou ações de ambos os lados que possam incrementar a violência".

As palavras de Netanyahu suscitaram numerosas críticas, tanto de líderes palestinos como da oposição israelense, que o acusaram de distorcer o passado.

A reação da Casa Branca ocorre após o secretário de Estado, John Kerry, se reunir com Netanyahu em Berlim e pedir a palestinos e israelenses que detenham qualquer incitação à violência.

* AFP

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