A família do jovem John Kennedy Gurjão, de 24 anos, que morreu após ter convulsões em um voo da Aer Lingus, durante o trajeto de Lisboa, Portugal, para Dublin, na Irlanda, disse nesta terça-feira que não tem recursos para trazer o corpo de Gurjão de volta para o Brasil.

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O jovem, natural do município de Calçoene, a 374 quilômetros de Macapá, capital do Amapá, era de família pobre e perdeu os pais ainda criança. Ele e os oito irmãos foram criados por parentes. John Kennedy concluiu o ensino médio e trabalhou como servente em um hospital. Há cerca de um ano, mudou-se para a capital amapaense, em busca de emprego.

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A tia do jovem, Lourdes Gurjão, disse que a família não sabia que ele estava fora do país e que ficou chocada com a notícia. Segundo ela, o sobrinho não tinha passagem pela polícia e a família nunca havia percebido qualquer envolvimento com drogas.

Gurjão transportava 80 cápsulas de cocaína no estômago — o equivalente a cerca de 800 gramas —, segundo resultado da autópsia assinada pelo patologista Margot Bolster e divulgada pelo jornal The Irish Times. Uma das cápsulas teria estourado, causando a morte do rapaz.

Lourdes Gurjão disse que vai pedir ajuda ao governo federal para trazer o corpo do sobrinho e sepultá-lo em Calçoene.

* Agência Estado

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