Frente à Lava-Jato, "mensalão teria que ir para Pequenas Causas", diz Gilmar Mendes Carlos Humberto/SCO/STF

Foto: Carlos Humberto / SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse nesta sexta feira, que "hoje, pelos números do escândalo na Petrobras, o Mensalão teria que ser julgado em juizado de pequenas causas".

Durante seminário de combate e controle da corrupção no Brasil em Cuiabá, o ministro demonstrou perplexidade com os valores que a Operação Lava-Jato descobriu no esquema de corrupção instalado na estatal petrolífera entre 2004 e 2014.

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Mendes citou o caso de "um ex-diretor da Petrobras que devolveu US$ 100 milhões", referindo ao ex-gerente de Engenharia da Diretoria de Serviços da estatal Pedro Barusco - que fez delação premiada e espontaneamente devolveu a quantia que confessou ter recebido em propinas.

— É quase o valor do Mensalão observou Mendes.

A Lava-Jato constatou que o rombo na Petrobras chega a quase R$ 20 bilhões. Em seu balanço, a estatal aponta R$ 6,2 bilhões desviados.

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O ministro do STF também fez referência ao fato de o PT ter apoiado o veto ao financiamento de empresas nas eleições.

— O partido do governo está virando Madre Teresa de Calcutá. Antes, parte dos recursos da Petrobras o financiou. Agora, quer financiamento público, contribuição do cidadão mais pobre — declarou.

— Conversão estranha do partido do governo — ironizou.

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*Estadão Conteúdo

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