O gigantesco furacão Patricia, o mais forte da história, tocou a terra na tarde desta sexta-feira no estado de Jalisco, na costa mexicana do Pacífico, informaram as autoridades.

"O furacão acaba de tocar a terra a poucos minutos nas imediações de Emiliano Zapata", Jalisco, disse à emissora Milenio Roberto Ramírez, diretor-geral da Comissão Nacional da Água (Conagua).

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), o furacão se localizava em terra às 21h15 (de Brasília) e continua na categoria 5, com ventos de 270 km/h.

Antes de tocar a terra, Patricia registrava ventos firmes de 325 km/h, o furacão mais potente registrado na história, superando o tufão Haiyan, que devastou as Filipinas em novembro de 2013.

"Patricia já está na costa do México. Não saiam. Protejam-se e sigam as instruções da Defesa Civil. Estou em alerta", escreveu o presidente Enrique Peña Nieto em sua conta no Twitter.

O governo mexicano declarou estado de emergência diante da chegada do fenômeno, que atravessará uma zona onde há cerca de 400.000 pessoas.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ofereceu nesta sexta-feira seu apoio e assistência aos mexicanos. "Nossos pensamentos estão com o povo mexicano, que se prepara para o furacão Patricia", escreveu Obama no Twitter.

"Os especialistas em desastres da USAID (agência de ajuda dos EUA) estão no local prontos para ajudar", acrescentou o presidente.

A ex-secretária de Estado e atual candidata presidencial Hillary Clinton também enviou mensagens de apoio aos mexicanos.

"Para todos os que estão no caminho do furacão Patricia, sigam @CENAPRED_mex para encontrar abrigo e mais informações. Pensando em vocês", escreveu Clinton, referindo-se ao Centro Nacional de Prevenção de Desastres do México.

O governo mexicano declarou estado de emergência e já ordenou a evacuação de pequenos povoados costeiros, o fechamento de vários portos, a suspensão das aulas nas áreas de risco e já começou a retirada de turistas mexicanos e estrangeiros do balneário de Puerto Vallarta.

Estima-se que cerca de 21.000 turistas mexicanos e 7.000 estrangeiros estivessem no balneário localizado no estado de Jalisco - na trajetória de Patrícia.

As autoridades advertem que um furacão dessa magnitude é capaz de levantar carros, destruir casas que não são cimentadas aço, cimento e pode arrastar as pessoas que estiverem nas ruas.

Na zona sob risco há "1.782 abrigos com capacidade para 259.000 pessoas, que serão ativados, se for necessário", informou o coordenador nacional de Defesa Civil, Luis Felipe Puente.

"Os abrigos estão abertos desde hoje muito cedo para receber as pessoas, e quem não sair das áreas perigosas estará correndo um grande risco", disse José López Rivas, outro membro da Defesa Civil.

Segundo Roberto de la Parra, diretor da Conagua, duas represas em Jalisco foram drenadas, devido às fortes chuvas que Patricia deve provocar.

* AFP

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