Joinville tem menos danos causados pelas chuvas onde obras avançaram Rodrigo Philipps/Agencia RBS

No rio Águas Vermelhas, que corta a região Oeste, ainda há pontos que precisam de limpeza

Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

A chuvarada de quinta-feira em Joinville deixou mais do que a lama e os sinais dos alagamentos: ela mostrou que, nas regiões onde as obras de macrodrenagem estão mais avançadas, os problemas foram menores, segundo avaliação da Prefeitura. Na bacia do rio Águas Vermelhas, que corta os bairros Vila Nova, Morro do Meio e Nova Brasília, uma das cenas mais comuns de qualquer chuva – o trânsito interrompido pela água sobre a ponte na rua Minas Gerais – sequer foi vista na quinta-feira.

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A reportagem Plano anticheia em teste no verão, publicada na edição de quinta-feira de A Notícia mostra que as enchentes colocariam à prova o sistema da macrodrenagem que dragou o rio por quase dois anos e elevou o asfalto da rua Minas Gerais. Ontem, o nível do rio subiu pelo menos um metro. Na bacia do rio Morro Alto, que passa pelas ruas ruas Timbó, Quintino Bocaiúva, Frederico Hübner, Emílio Artmann e Jaraguá, não foram registrados alagamentos.

— Já deu resultado. E olhe que ainda há limpeza a ser feita no rio Águas Vermelhas — diz o engenheiro da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Paulo Vecchietti, coordenador das obras de macrodrenagem.

Quinta-feira, depois de percorrer boa parte das ruas alagadas no Centro, com a Defesa Civil, o engenheiro da Seinfra fez uma análise otimista: se todo o sistema anticheia do rio Mathias, que deságua no Cachoeira, estivesse concluído, as principais ruas do Centro não teriam sido alagadas.

Segundo o engenheiro, já é possível perceber que a mureta construída ao longo do Cachoeira já tem um papel fundamental, evitando que o rio transborde para a avenida Beira-rio. Ele não impede que todo o Centro inunde porque, com o movimento das marés, a água sobe pelas galerias e rios que cortam o subsolo.

— As ruas Nove de Março, Expedicionário Holz, a esquina da João Colin com a JK, o terminal central, a rua Princesa Isabel e a rua Itajaí, todas elas não teriam alagado com a chuva  — diz Vecchietti.

Segundo ele, os problemas ocorreram onde não há obras de macrodrenagem.

— O rio Cachoeira só transbordou entre os bairros Santo Antônio e Costa e Silva, perto da rua Luis Carlos Garcia. Os rios Jaguarão, Bucarein e Itaum, mais para a zona Sul, transbordaram. O Morro Alto e o Águas Vermelhas, que já têm obras adiantadas, não transbordaram — disse o engenheiro.

As obras de drenagem do rio Mathias são as mais aguardadas pela equipe de engenharia da Seinfra. O muro de contenção, as comportas, o sistema de bombeamento e as galerias que formarão uma espécie de reservatório submerso fazem parte do sistema. Até agora, só o muro e uma parte do sistema e bombas estão concluídos.

A macrodrenagem da bacia do rio Mathias é a principal ação para acabar com as cheias na área central e entre a região dos bairros Glória e Atiradores. A expectativa é de que os resultados sejam sentidos a partir de 2018, mas não há data para a entrega da obra.

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