Madrasta de Bernardo depõe sobre a morte da mãe do menino Reprodução/Reprodução

Graciele está presa na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba

Foto: Reprodução / Reprodução

A madrasta do menino Bernardo, Graciele Ugulini, foi interrogada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, na delegacia de Guaíba, sobre a morte de Odilaine Uglione, mãe de Bernardo. Graciele falou por cerca de duas horas e meia, e depois retornou à Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, onde está presa sob acusação de ter participado do assassinato de Bernardo, ocorrido em abril do ano passado.

O teor do depoimento é mantido em sigilo pelo delegado responsável pelo caso, Marcelo Mendes Lech, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Santa Rosa.

— Sigo com a mesma lógica: só ao final (da investigação) vou me manifestar pontualmente sobre cada diligência. Agora não falarei nada para não prejudicar outras diligências — esclareceu Lech.

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No dia 10 de fevereiro de 2010, Odilaine foi encontrada baleada na cabeça no consultório do então marido, o médico Leandro Boldrini (que também está preso pela morte de Bernardo), e foi socorrida com vida ao hospital da cidade, onde morreu horas depois. O caso foi encerrado à época como suicídio. A investigação da morte da mãe de Bernardo foi reaberta em maio deste ano pela Justiça, depois de a família colocar sob suspeita a hipótese de suicídio, usando uma série de perícias particulares para afirmar que Odilaine teria sido assassinada.

De acordo com o delegado, desde então, mais de 40 pessoas já foram ouvidas sobre o caso, e outras ainda serão interrogadas. Ele ainda aguarda o resultado das perícias que estão sendo realizadas, como o exame grafotécnico que vai revelar se a carta em tom de despedida encontrada na bolsa de Odilaine no dia em que morreu é de sua autoria, além de testes com a arma usada no disparo que a matou e do material genético coletado sob as unhas dela.

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Uma outra perícia, que ainda está em andamento e é inédita no Estado, trata da reconstrução em 3D do crânio de Odilaine, na tentativa de reproduzir o momento do tiro. Além disso, Lech já solicitou ao Instituto-Geral de Perícias que seja feita a reprodução simulada dos fatos (conhecida como reconstituição) da morte da mãe de Bernardo.

— Não tem data para a chegada dos laudos e nem da conclusão do inquérito. Vamos continuar com o trabalho até quando for necessário para elucidar o caso — concluiu o delegado.

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