Manifestantes do Judiciário cercam Cunha após suspensão de sessão sobre vetos Elza Fiuza/Agência Brasil

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados

Foto: Elza Fiuza / Agência Brasil

Servidores do Judiciário que fazem vigília há vários meses no Congresso para pressionar parlamentares a derrubar o veto presidencial a seu reajuste cercaram o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nesta quarta-feira, sob gritos de protesto.

Depois que Cunha concedeu entrevista comentando a suspensão da sessão e reafirmando ser a favor da manutenção do veto, o presidente foi cercado por manifestantes com cartazes que gritavam "Derruba o veto!" e "Derruba a Dilma!". Protegido por seguranças, Cunha foi conduzido até o elevador privativo da Câmara.

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O líder do PMDB na Casa, Leonardo Picciani (RJ), também favorável à manutenção do veto, foi outro que ouviu gritos. Os manifestantes gritaram "Quem quer ministério?!", em alusão às sete pastas entregues ao PMDB na reforma ministerial. Picciani foi responsável por duas indicações, as dos ministros da Saúde e da Ciência e Tecnologia.

O reajuste dos servidores do Judiciário tem impacto de R$ 36,2 bilhões até 2019, segundo o governo. Além desse, há o veto ao texto que atrela o reajuste do salário mínimo aos benefícios do INSS, despesa extra de R$ 11 bilhões nos próximos quatro anos.

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Nesta manhã, a Câmara repetiu a estratégia do dia anterior e, mais uma vez, esvaziou a sessão do Congresso, adiando novamente a apreciação de vetos presidenciais. Compareceram apenas 223 dos 513 deputados. Para garantir a votação era necessário um mínimo de 257 deputados. Dos 81 senadores, 68 compareceram. Era preciso 41.

A sessão foi encerrada às13h17. Sete minutos depois, a sessão da Câmara foi aberta registrando presença de 428 deputados.

*Estadão Conteúdo

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