O emissário das Nações Unidas para o Iêmen, Ismail Uld Sheij Ahmed, anunciou nesta sexta-feira ter iniciado os preparativos para o início de negociações entre as facções confrontadas no conflito deste país.

Ao falar ante o Conselho de Segurança, o emissário confirmou que tanto os rebeldes xiitas huthis quanto os aliados seguidores do ex-presidente Ali Abdullah Saleh "expressaram claramente que estão dispostos a aplicar a resolução 2216, inclusive uma saída negociada das principais cidades" onde se mobilizaram os rebeldes e "a entrega ao estado de todas as armas pesadas".

O Conselho de Segurança, por sua vez, publicou um comunicado pedindo "a todas as partes no Iêmen a retomar e acelerar as consultas políticas inclusivas" e a que se comprometam em conversações de "forma flexível e construtiva".

O governo do presidente iemenita, Abd Rabo Mansur Hadi, já tinha anunciado seu "desejo de enviar uma delegação para participar nas negociações de paz".

"Vamos começar imediatamente a trabalhar com o governo, os huthis e outros protagonistas (do conflito) para preparar uma agenda, uma data e um formato para estas negociações", assegurou.

Uma primeira tentativa de sentar os representantes do governo e dos rebeldes em uma mesa de negociações em Genebra fracassou em junho.

Em setembro, a ONU assegurou que as duas partes tinham garantido voltar logo às conversações de paz, mas o anúncio não se cumpriu.

Desde março, a Arábia Saudita, que lidera uma coalizão de uma dezena de países árabes sunitas, busca expulsara os rebeldes xiitas dos territórios que conquistaram no Iêmen, entre eles a capital, Sanaa, desde meados de 2014.

* AFP

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