Miguel Rossetto vai para o novo Ministério do Trabalho e Previdência Marcelo Camargo,ABR/Agência Brasil

Miguel Rossetto é o atual titular da Secretaria-Geral da Presidência

Foto: Marcelo Camargo,ABR / Agência Brasil

Prestes a anunciar a reforma administrativa, a presidente Dilma Rousseff encontrou uma forma de contemplar o PT do Rio Grande do Sul e manter Miguel Rossetto na Esplanada. O gaúcho é o nome preferencial para assumir a fusão dos ministérios do Trabalho e da Previdência. O anúncio da reforma está programado para a manhã da sexta-feira, no Palácio do Planalto.
 
Dilma passou esta quinta-feira em reuniões. Tratou com o vice Michel Temer sobre a cota do PMDB, que passará de seis para sete pastas, conversou com os ex-presidente Lula  e com líderes de outros partidos aliados. A situação de Rossetto era um dos entraves para concluir a reforma.

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O esboço inicial indicava o gaúcho, atual titular da Secretaria-Geral, na nova pasta da Cidadania, porém foi desfeito com a pressão de movimentos sociais ligados ao PT pela escolha de uma mulher. O novo ministério será a fusão de Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres e Igualdade Racial. As deputadas Moema Gramacho (PT-BA) e Benedita da Silva (PT-RJ) disputam a indicação.
 
Ao atender o desejo dos movimentos sociais, Dilma teve de encontrar outro destino para Rossetto, que chegou a correr o risco de deixar o governo, possibilidade que irritou sua corrente no PT, a Democracia Socialista (DS). Cogitou-se seu retorno ao Desenvolvimento Agrário, porém o dia de reuniões em Brasília modificou os planos.

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Às vésperas do anúncio da reforma, Dilma optou por deslocar Rossetto para a fusão de Trabalho e Previdência - Desenvolvimento Social deve ser preservado nas tesouradas da Esplanada. Já Pepe Vargas (PT-RS) deixa à Esplanada e retorna à Câmara.
 
Outro gaúcho que teve o destino definido foi Eliseu Padilha (PMDB-RJ), que permanecerá à frente da Secretaria de Aviação Civil. A bancada do PMDB da Câmara desejava o ministério de Padilha, que integra a cota de Temer. O acordo foi fechado no final da tarde desta quinta-feira.

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O PMDB ficará com sete ministérios. A bancada do Senado manterá Kátia Abreu (TO) na Agricultura e Eduardo Braga (AM) nas Minas e Energias. A cota de Temer terá Padilha na Aviação, Henrique Eduardo Alves (RN) no Turismo e Helder Barbalho (PA) nos Portos. Já a fatia da Câmara ficará com Marcelo Castro (PI) na Saúde e Celso Pansera (RJ) na Ciência e Tecnologia.

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