Ministério do Trabalho libera produção no setor onde funcionário morreu na fundição Tupy, em Joinville  Leo Munhoz/Agência RBS

Auditores aguardam resultado da investigação interna da empresa sobre causa da explosão

Foto: Leo Munhoz / Agência RBS

Os fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego liberaram, no último dia 8, a retomada da produção no setor da fundição Tupy onde uma pessoa morreu e três ficaram feridas após a explosão de um forno no dia 4 de setembro.

:: Auditores fiscais entregam lista de adequações à fundição Tupy

A empresa cumpriu todas as adequações, segundo o MTE, mas a causa da explosão permanece desconhecida. Por este motivo, os fiscais mantiveram a proibição da atividade que culminou com a explosão - o esvaziamento e retirada do forno, que ocorre aproximadamente de seis em seis meses, segundo o fiscal.

Sabe-se que a explosão aconteceu durante a manutenção, no momento em que o forno vazador estava sendo inclinado para retirada do metal líquido. O MTE aguarda o término da investigação interna da Tupy que apontará o motivo da explosão.

De acordo com o auditor fiscal do trabalho, Ricardo Bessa Albuquerque, não há prazo para que a empresa apresente os resultados, no entanto, quanto mais cedo isto acontecer, mais cedo conseguirá liberar a interdição do procedimento em toda a fábrica, explicou Bessa.

Ainda segundo o auditor fiscal, o funcionário que morreu não usava equipamento de proteção, ou seja, a roupa especial que protege de queimaduras e radiação térmica (a propagação do calor) e também não manipulava o forno.

— O funcionário que morreu orientava o processo, não era o forneiro, era o supervisor — afirma.

Mais segurança

De acordo com o MTE, a linha foi desativada e a operação incorporada a outra linha, só que, desta vez, com novas medidas de segurança. As principais são a colocação de uma barreira para proteger o forneiro na hora de realizar as medições frequentes, e a ampliação da área de isolamento, além de melhorias no processo.

— Eles não tinham um procedimento detalhado para retirada do forno — esclareceu.

As adequações também serão estendidas a outras linhas produtivas. O MTE aguarda o cronograma de implantação das medidas.

Além de atuar especificamente no local do acidente, o MTE também iniciou uma investigação em setembro, com prazo de quatro meses para encerramento, com o objetivo de apurar se o processo produtivo da Tupy apresenta as tecnologias mais modernas de segurança disponíveis no mercado.

O MTE quer que a empresa tente automatizar o máximo possível as funções realizadas perto dos fornos, explicou o auditor.

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