"Não vou deixar o PT", afirma Fernando Haddad César Ogata/Secom / Divulgação

Haddad tem negado qualquer conversa com outros partidos

Foto: César Ogata / Secom / Divulgação

O prefeito de São Paulo Fernando Haddad afirmou que vai permanecer no PT e que "tem orgulho da história do partido" por ser a única legenda "que teve origem no movimento social". O político deu as declarações em um programa transmitido ao vivo pela rádio CBN a partir da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, na manhã de sábado (24).

— Não vou deixar o PT. Quem tem que falar isso sou eu — disse Haddad, em resposta a um ouvinte da rádio que estava na plateia da sabatina.

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Na tarde de sexta-feira (23), o site do Estadão noticiou que aliados do prefeito o pressionavam a sair do PT e que ele iniciou consultas sobre essa possibilidade, tendo como uma das alternativas a Rede Sustentabilidade, recém-registrada como partido político por Marina Silva. A reportagem foi publicada a partir de informações obtidas com fontes do partido, da prefeitura, da Rede e do PSDB. Depois da divulgação da notícia, Haddad usou o Twitter para negar a hipótese de deixar a sigla, e repetiu essa posição no programa de rádio.

Ainda na resposta ao ouvinte, o prefeito disse que considerava mais importante do que negar a saída explicar o porquê de permanecer na sigla:

— Quando você vê o movimento social da cidade, de moradia, saúde, educação, em Parelheiros, Guaianases, Brasilândia, o PT surgiu desse resultado. Eu acho que será ruim para o país se o Brasil não tiver um partido com as características sociais do PT.

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O prefeito também se esquivou das críticas de corrupção no partido, que teve dois tesoureiros presos e condenados pela Justiça nos últimos dez anos.

— Eu respeito a trajetória das milhões de pessoas que ajudaram a construir este projeto. O que eu acho é o seguinte: de 1,5 milhão de filiados, eu diria com certeza que 99,9% das pessoas lutam por um País melhor. E é para essas pessoas que eu estou olhando.

Para Haddad, os escândalos que têm surgido são fruto de uma melhora nas instituições de fiscalização e controle, um discurso semelhante ao adotado pela presidente Dilma Rousseff ao se referir às investigações de corrupção na Petrobras.

— O Ministério Público nunca teve a autonomia que tem hoje. A Polícia Federal não tinha a autonomia que tem hoje. O próprio Judiciário não tinha a autonomia que tem hoje. Acho que todo mundo que errou tem de ser punido, não só de um lado.

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A gestão de Haddad enfrenta problemas de baixa avaliação entre o eleitorado. Além disso, o prefeito contava com uma aliança com o PMDB, mas está ciente de que o partido vai lançar Marta Suplicy como candidata.

* Estadão Conteúdo

ESTADÃO CONTEÚDO
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