O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu neste sábado não permitir as orações que não sejam muçulmanas na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém (leste), em meio à onda de violência que pode levar a uma Terceira Intifada.

"Israel ratifica seu compromisso de manter o 'status quo' do Monte do Templo (nome judaico para a Esplanada sagrada para ambas as partes, judeus e palestinos), em palavras e na prática", de acordo com um comunicado.

"Israel continuará aplicando sua política de velha data: os muçulmanos vão orar no Monte do Templo, os não muçulmanos vão visitá-lo", acrescentou também o primeiro-ministro.

Já o secretário de Estado americano, John Kerry, anunciou neste sábado um acordo entre Jordânia e Israel para estabelecer novas medidas que regulem a Esplanada, como incluir videovigilância do local 24 horas por dia.

O anúncio foi feito por Kerry, junto com o ministro jordaniano das Relações Exteriores, Nasser Judé, após uma reunião com o rei Abdullah II da Jordânia. O país é responsável por administrar esse lugar sagrado na Jerusalém Oriental ocupada.

O secretário de Estado disse que Netanyahu aceitou "uma excelente proposta do rei Abdullah para oferecer videovigilância por 24 horas de todos os lugares" do complexo, terceiro lugar sagrado do Islã, também venerado pelos judeus.

* AFP

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