O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu neste sábado mais proteção para os "tesouros naturais" dos Estado Unidos e elogiou os avanços do país em termos de energia limpa, a dois meses da conferência da ONU sobre o clima de Paris (COP21).

Suas declarações chegaram um dia depois da conclusão em Bonn, na Alemanha, de uma reunião na qual os negociadores aprovaram um rascunho sobre o pacto que visa combater o aquecimento global, para que seja firmado na cúpula da ONU.

As negociações de Bonn foram a última rodada oficial antes da conferência, que terá lugar em Paris de 30 de novembro a 11 de dezembro, culminando seis anos de trabalho desde a decepcionante cúpula sobre o clima realizada em 2009 em Copenhague.

O pacto climático da ONU, que seria efetivo em 2020, seria o primeiro com potencial para ser assinado por todos os países do mundo.

"Nos últimos seis anos temos dado o exemplo, gerando mais energia limpa e diminuindo as emissões de carbono", disse Obama em sua declaração semanal.

"Isso representa um grande impulso para ir a Paris em dezembro, onde o mundo necessita de união para construir esses compromissos individuais, com um ambicioso acordo a longo prazo, um acordo que proteja a Terra para nossos filhos", afirmou Obama.

O presidente também pediu ao Congresso que reative um programa que busca preservar os recursos naturais dos Estado Unidos, que expirou no começo de outubro.

"Neste mês, os republicanos do Congresso (...) rescindiram o projeto 'Land and Water Conservation Fund' (Fundo de Conservação da Terra e da Água)", afirmou.

"Durante mais de meio século, este fundo protegeu cerca de cinco cilhões de hectares de terra, desde parquinhos até paisagens inestimáveis, sem debitar dos contribuintes nenhum dólar".

Em agosto, o presidente viajou ao Alasca (extremo noroeste), onde destacou o impacto das mudanças climáticas e tornou-se o primeiro presidente do país a visitar o Ártico durante o mandato.

"Nossos tesouros naturais são uma bênção, desde o Grand Teton ao Grand Canyon, desde exuberantes bosques e vastos desertos até lagos e rios fluindo entre a vida selvagem", descreveu o presidente neste sábado.

"E é nossa responsabilidade proteger esses tesouros para as gerações futuras, assim como as gerações anteriores protegeram para nós", concluiu.

* AFP

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