O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vetou nesta quinta-feira uma lei de gastos de Defesa da ordem de 612 bilhões de dólares, dizendo que ela recorreu a "truques" de orçamento, desperdiça dinheiro em programas indesejados e impede o fechamento da prisão de Guantánamo.

Obama disse que o texto aprovado pelo Congresso, controlado pelos republicanos, "falha deploravelmente" em áreas-chave.

"Há coisas boas", como uma reforma na aposentadoria dos militares e o financiamento para cibersegurança, mas recorre a "truques" e prevê programas inúteis.

O presidente deplorou especialmente as disposições que tornam impossível a transferência de detentos da prisão de Guantánamo, em Cuba, o que impede de fato o fechamento deste polêmico centro de detenção.

"Este texto bloqueia especificamente a possibilidade de se fechar Guantánamo. Agora, Guantánamo é um dos principais argumentos dos jihadistas para recrutar, e precisa ser fechada. Está obsoleta e nos custa caro", declarou Obama ao vetar a lei.

A administração americana está buscando um local nos Estados Unidos para receber os detentos de Guantánamo, capturados durante a "guerra ao terrorismo" deflagrada após os atentados de 11 de setembro de 2001.

A União de Defesa das Liberdades Civis (American Civil LIberties Union, ACLU) acolheu favoravelmente a decisão de Obama.

"O presidente adotou a boa decisão de vetar este texto, que restringe as possibilidades de transferir os detentos de Guantánamo, que estão presos sem acusação formal ou julgamento há anos", disse Anthony Romero, diretor-executivo da ACLU.

* AFP

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