"Obras na Ponte Hercílio Luz não podem parar", diz engenheiro e fiscal da reforma Diorgenes Pandini/Agencia RBS

Segundo Diotallévy, obra está em momento crucial que evita o desabamento da ponte

Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Agosto de 2018. Esse é o novo prazo para a reabertura da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. A previsão inclui uma nova etapa da reestruturação anunciada sexta-feira, pelo governo do Estado, que levará cinco meses, e a consolidação das ações na parte superior da ponte, estimada em dois anos e meio.

O Diário Catarinense conversou com o engenheiro do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) e fiscal da obra na ponte, Wenceslau Diotallévy, e tirou dúvidas sobre os próximos passos da restauração. Confira:

Diário Catarinense – Como está a definição para a próxima etapa da obra?

Wenceslau Diotallévy – A obra não pode parar. Demorar mais seria um fato concreto de má gestão. Estamos dentro de um estado emergencial porque a etapa que estamos concluindo atende a um dos problemas levantados pelos projetistas de que poderia romper uma das barras olhal. Estamos com uma das quatro com fissura. Se romper mais uma barra a tendência é a torre fazer um giro e cair sem aviso. O que estamos fazendo é resolver isso.

DC – E a parte da estrutura que vai ligar as quatro bases de sustentação?

Diotallévy – Essa é a parte que não pode parar. E ela não estava no contrato com a Empa porque não dava para fazê-la em seis meses, que é o máximo do contrato emergencial. Leva mais cinco meses para completar a estrutura.

DC – Mas não é essa a parte que dá segurança para a ponte Hercílio Luz?

Diotallévy – Estamos num estado de emergência. Estamos solucionando a parte que evita não haver o desabamento do vão central. Resolvemos um dos pontos apontados por projetistas.

DC – Se hoje romper mais uma das barras de olhal, as quatro estruturas sem a parte que liga elas vão segurar o vão central?

Diotallévy – É a nossa expectativa.

DC – E por que não foi feito um contrato completar com as duas partes do processo chamado Ponte Segura?

Diotallévy – É que naquele momento estávamos com outra figura. Estávamos esperando a resposta da American Bridge (empresa americana que construiu a estrutura). É o que tínhamos na época, a nossa projeção era de que se não tomássemos a decisão naquele momento estaríamos parados hoje. E a obra não pode ficar parada.

DC – Qual é o próximo passo na reforma?

Diotallévy – Quando vai iniciar a restauração da ponte propriamente dita. Vamos estaiar as torres com cabos de aço e preparar para fazer o macaqueamento. Temos que reforçar as bases e trocar as rótulas das torres. Com o macaqueamento, vamos poder trocar as barras de olhal e tirar as peças que fica na lateral da ponte.

DC – Quanto tempo demorará a etapa posterior a Ponte Segura?

Diotallévy – Dois anos e meio.

DIÁRIO CATARINENSE
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