Para Dilma, consequências da crise podem ser usadas a favor do país Roberto Stuckert Filho/Palácio do Planalto

Presidente Dilma durante cerimônia de inauguração do Laboratório de Biotecnologia Agrícola em Piracicaba-SP

Foto: Roberto Stuckert Filho / Palácio do Planalto

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira que o atual momento de dificuldade que o país atravessa é "muito doloroso" para o Brasil desperdiçar.

— É hora de nos unirmos para buscar e fazer mudanças, iniciativas e obras que vão de fato construir a ponte que nos levará a um novo estágio de desenvolvimento — disse, durante a cerimônia de inauguração do Laboratório de Biotecnologia Agrícola do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em Piracicaba, no interior paulista.

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A presidente disse ter certeza de que haverá uma travessia para um novo ciclo de crescimento sustentável, com estabilidade da economia e controle da inflação, além da formação de um "grande mercado interno" por meio da inclusão social.

A presidente afirmou que, atualmente, o Brasil é mais robusto e resiliente que em qualquer outro momento.

— Agora, para enfrentar a crise, não precisamos voltar para trás. Para enfrentar a crise, temos que seguir adiante — disse.

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Neste momento, ela ressaltou como é possível usar a favor do país consequências recentes da crise.

— Se o câmbio se desvalorizou, é hora de aproveitarmos o aumento das exportações — destacou.

Ela afirmou que a balança comercial brasileira saiu de déficit de US$ 4 bilhões para superávit de US$ 12 bilhões, valor que deve crescer até o fim do ano, em sua avaliação. Outro reflexo da valorização do dólar ante o real, ressaltou Dilma, é um processo de substituição das importações no país.

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Ressaltando a importância do desenvolvimento de pesquisas sobre etanol no CTC, Dilma disse que uma nova matriz de combustíveis é uma das bases da meta de redução de poluentes que o país assumirá internacionalmente em dezembro, em Paris, na conferência global do clima, a COP 21. Em seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro, a presidente anunciou o compromisso brasileiro de cortar em 43% até 2030 a emissão de gases de efeito estufa com base nas emissões de 2005.

— Temos todas as condições para cumprir e até superar esta meta, que é audaciosa, mas factível — afirmou.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e da Agricultura, Kátia Abreu, também participaram do evento desta quarta-feira, em Piracicaba (SP). Mais cedo, a presidente esteve na cerimônia de entrega de residências do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, em São Carlos, também no interior paulista. Ainda nesta quarta, ela vai a São Bernardo do Campo (SP), onde discursa no I Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores.

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*Estadão Conteúdo

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