O secretário de Defesa americano, Ashton Carter, prevê novos ataques contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Iraque, como o realizado na quinta-feira para libertar reféns com tropas iraquianas e americanas.

"Espero novos ataques desse tipo", declarou Carter durante uma coletiva de imprensa nessa sexta-feira, na qual ressaltou que a operação de quinta permitiu "salvar a vida de 70 reféns" do EI e obter "informações de inteligência preciosas".

Durante o ataque de quinta-feira, morreu um soldado americano, o primeiro a falecer em operações no terreno no Iraque desde que Washington iniciou a ofensiva contra a organização jihadista EI em agosto de 2014.

O papel dos Estados Unidos na operação conjunta com as forças curdas no Iraque, durante a qual libertaram 70 reféns de uma prisão do EI no norte do país, foi de assessoramento e apoio e não de participação direta nos combates.

Este tipo de operação "não significa" que os Estados Unidos retomem "uma missão de combate" no Iraque, mas simplesmente "a continuação da nossa missão de assessoramento e apoio" às forças iraquianas, assegurou Carter.

"Quando tivermos a oportunidade de empreender ações para fazer avançar a campanha (contra o EI) com eficácia, a tomaremos", acrescentou.

Por outro lado, o chefe do Pentágono decidiu reunir todas as operações contra o EI na Síria e no Iraque sob o comando de um único general, contra três anteriormente.

Trata-se do general Sean B. MacFarland, que ficou conhecido fundamentalmente por sua participação no apoio americano aos grupos sunitas no Iraque, que queriam combater os jihadistas desde 2007.

* AFP

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