Atos de discriminação contra imigrantes não são casos isolados para o doutorando em Demografia e pesquisador do Observatório de Migrações de Santa Catarina, Luís Felipe Aires Magalhães. De acordo com ele, relatos de violações de direitos trabalhistas, sociais e educacionais estão cada vez mais recorrentes no Estado. 

— Nosso país é ainda muito racista. Não há relatos, por exemplo, de invasão espanhola, argentina ou italiana. Mas se fala em invasão dos haitianos. Também não há como dissociar o caso a um contexto mais geral de discriminação do negro — avalia.

Magalhães afirma que durante pesquisas em Balneário Camboriú, por exemplo, ouviu relatos de um grupo de haitianos que foi discriminado quando buscou atendimento médico. Para o pesquisador, uma das formas de combater o problema é criar espaços para receber essas denúncias. 

— A criação de centros de referência de direitos humanos para acompanhar os imigrantes em Santa Catarina é fundamental para que uma violência não pareça um fato isolado — defende.

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