Pizzolato deve ser levado a presídio da Papuda ainda na sexta-feira Jamil Chade/Estadão Conteúdo

Pizzolato foi colocado no fundo do avião com agentes da PF e uma enfermeira

Foto: Jamil Chade / Estadão Conteúdo

A novela do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, está finalmente perto do fim. Condenado no processo do Mensalão, ele está viajando da Itália para o Brasil neste momento, em um voo comercial e escoltado por três agentes e uma médica da Polícia Federal (PF).

A viagem será dividida em duas etapas. A primeira é em voo direto da Itália para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com chegada prevista para as 5h30min de sexta-feira. Depois, em aeronave da PF, Pizzolato viaja para Brasília, onde deve chegar por volta das 8h30min. O passo seguinte é fazer exames de corpo de delito no Instituto Médico-Legal. Por fim, ele será levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde outros condenados do Mensalão cumprem pena.

Presença de Pizzolato em avião gera protestos de passageiros

O catarinense de 63 anos foi condenado em agosto de 2012 pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. A pena estipulada foi de 12 anos e 7 meses. Mas Pizzolato fugiu para a Itália em novembro de 2013, usando um passaporte falso de um irmão morto. Em 18 de novembro do mesmo ano, o nome dele foi incluído na lista de procurados internacionais da Interpol.

Pizzolato deve chegar ao Brasil na sexta-feira

Três meses depois, a Polícia Federal, em conjunto com a polícia italiana, localizou o foragido no norte do país. No dia 5 de fevereiro de 2014, ele foi preso em Maranello por porte de documento falso.

Ministro da Justiça italiano adia por mais 15 dias extradição de Pizzolato

O ex-diretor do Banco do Brasil chegou a ser solto em outubro de 2014 pela Justiça da Itália. Mas voltou para a prisão em fevereiro deste ano, após recurso apresentado pelo Brasil. A partir daí, a extradição teve várias reviravoltas. Foi autorizada e revogada mais de uma vez, por causa de recursos da defesa de Pizzolato. Mas o vai e vem jurídico chegou ao fim nesta quinta-feira, quando ele foi entregue à Polícia Federal. Como já ficou preso um ano na Itália, esse tempo será descontado da pena total.

*Zero Hora

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