Plano anticheia será testado durante o verão em Joinville Leo Munhoz/Agencia RBS

Desafio da macrodrenagem do Mathias é fazer com que maré alta não influencie nos alagamentos

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Em fevereiro de 1995, depois de contabilizar pelo menos cinco mil desabrigados e três mortes em uma das maiores enchentes da história de Joinville, o então prefeito Wittich Freitag decretou calamidade pública na cidade e iniciou uma obra que até hoje é considerada como o principal sistema antienchente: a represa de concreto e o canal artificial do rio Cubatão, que corta toda a zona Norte, direto para a baía da Babitonga.

Duas décadas e limpezas de rios depois, parte dos sistemas antienchente será posto à prova. Um deles, o mais simples, prevê o desassoreamento dos rios e a instalação de galerias que permitem maior vazão e evitam o transbordamento.

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É o que está em operação no rio Morro Alto, que corta os bairros América e Glória, e em processo de finalização no rio Águas Vermelhas, que corta a zona Oeste e é um dos mais sensíveis quando o assunto é alagamentos.

O Águas Vermelhas corta os bairros Vila Nova, Morro do Meio, Nova Brasília e São Marcos. A dragagem e a limpeza das margens do rio estão praticamente prontas. A expectativa da Defesa Civil é de que todo o trabalho, que começou há dois anos, mostre a eficiência do sistema neste verão.

prevendo casos de muita chuva, todos os pontos de estrangulamento foram alargados e a profundidade, que antes beirava um metro, agora chega a quatro metros em alguns pontos.

Piscina submersa no Centro

O outro sistema que está em obras, no rio Mathias, é o mais complexo. E tem um objetivo mais complexo ainda: evitar que as chuvas intensas e a maré alta, aliadas, alaguem o Centro de Joinville a cada temporal.

Na prática, uma série de canais que cortam toda área central, passando inclusive debaixo de prédios e ruas, será reforçada com galerias pré-moldadas e uma estrutura com diversos níveis de profundidade, transformando o sistema numa espécie de piscina submersa, com milhares de metros cúbicos e capacidade para suportar grande volume de chuvas.

O maior desafio da macrodrenagem do Mathias é fazer com que a maré alta não influencie tanto nos alagamentos. É um sistema de bombas e comportas que ficará entre o rio Cachoeira e a praça Dario Salles, em frente à Prefeitura de Joinville.

Essa etapa inicial da obra obrigou a Prefeitura a interromper o trânsito na avenida Beira-rio algumas vezes nos últimos dias.

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