Propostas de imóveis para nova sede da Câmara devem ser entregues até quinta Patrick Rodrigues/Agencia RBS

Atual sede da Câmara custa R$ 54 mil por mês

Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

Termina às 19h desta quinta-feira o prazo para que os interessados em fazer negócio com a Câmara de Vereadores entreguem suas propostas na Rua XV de Novembro, 55, Centro. Inicialmente, os imóveis candidatos a serem a nova sede do parlamento municipal passarão pela análise de uma comissão formada por servidores de carreira da casa e engenheiros civis e arquitetos da prefeitura de Blumenau. Somente em um segundo momento a Mesa Diretora terá acesso aos documentos para acompanhar as propostas.

::: Opiniões estão divididas sobre o futuro do parlamento
::: Câmara de Vereadores está em busca da casa própria

O presidente da Câmara de Vereadores, Mário Hildebrandt (PSB) não informou quantas propostas foram enviadas até esta quarta-feira. Os parlamentares procuram um imóvel com localização central na cidade, área construída de 3,5 mil metros quadrados e estacionamento privativo para no mínimo 90 automóveis.

– Nosso objetivo é cuidar de toda a legalidade. Depois disso, passamos para uma negociação mais direta com os proprietários.

Hildebrandt não descarta a organização de uma audiência pública quando os parlamentares tiverem, no mínimo três imóveis selecionados no fim do processo. Além disso, os vereadores também serão convidados para conhecer os imóveis que se enquadram nas características procuradas. O parlamentar acredita que o fato de haver uma oferta imobiliária maior que a demanda irá favorecer a negociação e a melhor aplicação do recurso público.

Negócio deve ser fechado este ano
A intenção da Mesa Diretora é firmar o negócio ainda em 2015 e utilizar parte das sobras do recurso de funcionamento da Câmara na entrada do imóvel. Os R$ 54 mil – pagos mensalmente em aluguel – também deverão fazer parte da negociação. Consultores imobiliários ouvidos pelo Santa estimam que o imóvel procurado pelos vereadores custe de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões aos cofres públicos.

– Pelo processo normal, eu não precisaria fazer o edital. Poderia escolher o imóvel e justificar que ele estivesse adequado. Como a oferta é maior que a procura, o edital nos revelou imóveis que jamais tínhamos imaginado – disse o vereador.

JORNAL DE SANTA CATARINA
 Veja também
 
 Comente essa história