PSOL condena negociação para salvar Cunha e promete pressão na internet Tadeu Vilani/Agencia RBS

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Deputados do PSOL anunciaram nesta quinta-feira uma campanha nas redes sociais para pressionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados a dar andamento ao processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os parlamentares rechaçaram as negociações para "salvar" os mandatos do peemedebista e da presidente Dilma Rousseff.

— Condenamos qualquer acordo de salvação de quem quer que seja. Quem ajudar vai afundar junto — disse o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

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Os parlamentares vão divulgar os e-mails dos 21 membros titulares e suplentes do colegiado nas redes sociais. Também pretendem difundir o telefone da Ouvidoria da Casa para que a sociedade cobre uma ação efetiva do Conselho de Ética no processo que pode culminar com um eventual pedido de cassação do peemedebista.

— É inaceitável qualquer acordo de bastidor que ofenda uma representação legal. Repudiamos qualquer acordão — declarou o líder da bancada, Chico Alencar (RJ).

A divulgação nas redes sociais também deve ser encampada pelos 54 parlamentares que assinaram o documento de apoio à representação.

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O PSOL também condenou a tentativa de "enterrar" a CPI da Petrobras no momento em que as denúncias contra Cunha na Operação Lava-Jato se intensificam. Um requerimento com o apoio de 14 deputados pedindo a prorrogação dos trabalhos da comissão já foi protocolado, mas ainda não foi votado em plenário. Sem a prorrogação da CPI, o relatório será votado e os trabalhos se encerram na próxima semana.

Alencar disse que é preciso atuar para evitar que "tudo vire uma pizza só, de sabor duvidoso e inescrupuloso para proteger interesses".

— A luz do sol é o melhor desinfetante — defendeu Alencar.

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Os deputados do PSOL também criticaram a informação de que o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), teria indicado um nome ao Executivo para o Iphan da Bahia. Outro ponto atacado pelos deputados é a indicação para a suplência do colegiado de dois peemedebistas próximos de Cunha: os deputados Carlos Marun (MS) e Manoel Júnior (PB).

— Queremos limpar nossa representação de todo tipo de acordão e de conchavo — acrescentou Alencar.

Não faltaram críticas ao comportamento dos partidos de oposição na Casa. No final de semana, os oposicionistas divulgaram nota pedindo o afastamento de Cunha da presidência da Casa, mas nenhum deles se manifestou em plenário nesta semana pressionando-o a renunciar à função.

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— A nota foi uma farsa — concluiu o deputado Glauber Braga (RJ).

O vice-líder do governo, Silvio Costa (PSC-PE), negou "acordão".

— Não existe nenhum tipo de acordo para operação de salvar A ou B — respondeu.

*Estadão Conteúdo

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