Bispos de todo o mundo vão votar e entregar neste sábado ao Papa Francisco o relatório final de três semanas de debates sobre a família, cujo resultado pode decepcionar devido à falta de progressos sobre questões urgentes, como o divórcio e a homossexualidade.

Os 270 "padres sinodais", representando bispos de todo o mundo, escutarão primeiro a leitura do documento final após a incorporação das modificações exigidas da sexta-feira.

O texto, com cerca de 90 parágrafos numerados, deve ser adotado por uma maioria de dois terços.

"É um texto moderado, aceitável para todos", adiantou na sexta-feira o cardeal indiano Oswald Gracias.

Para alguns bispos e cardeais da ala conservadora, trata-se de um documento "confuso", enquanto para outros, da ala progressista, o texto é "tímido".

Os dois setores têm tido uma forte discussão sobre o acesso à comunhão dos divorciados novamente casados civilmente, embora a maioria dos participantes comemoraram a discussão do assunto.

No total, 1.355 emendas foram apresentadas pelos 13 grupos linguísticos depois de quase um mês de deliberações, sinal de uma participação ativa.

Um comitê de redação, composto por dez pessoas, escolhidas pelo papa, irá supervisionar o documento final para que leve em conta as diferentes almas da igreja católica atual.

Uma vez votado, o documento será apresentado ao Papa Francisco, que vai decidir como usar o texto: se vai publicá-lo ou usá-lo como base para um documento papal.

O relatório é uma mensagem ou um conjunto de reflexões dirigidas ao papa "e não uma mensagem para o mundo", explicou um porta-voz.

Especialistas dizem que o papa deve usar o documento como base para sua futura exortação apostólica sobre a família.

* AFP

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