Centenas de pessoas, entre elas o diretor de cinema Quentin Tarantino, voltaram às ruas de Nova York neste sábado contra a violência policial nos Estados Unidos, após uma série de mortes de cidadãos afro-americanos por agentes brancos.

"Não estão-se ocupando com isso de modo algum. É por isso que estamos aqui fora", disse o cineasta ganhador de Oscar, enquanto caminhava com um grupo de ativistas pela Quinta Avenida perto da Washington Square, no sul de Manhattan.

"Se estivessem se ocupando, esses policiais assassinos estariam na prisão, ou, pelo menos, sendo acusados na Justiça", acrescentou Tarantino, que já havia participado de um ato em protesto pelo mesmo tema, quinta-feira, na Times Square.

Organizados pelo grupo "RiseUpOctober", os eventos em Nova York buscam chamar a atenção da opinião púbica para a violência policial e pedem uma reforma do sistema de Justiça criminal.

Dezenas de pessoas de diferentes estados e que perderam um de seus familiares nas mãos das Polícia americana nos últimos 20 anos compareceram à manifestação.

"Isso é um grande progresso. É assombroso para mim, e espero que organizemos mais marchas em homenagem às vítimas da brutalidade policial", disse à AFP Precious Edwards, irmã de Dakota Bright, de 15 anos, morto pela polícia de Chicago (norte dos EUA), em novembro de 2012.

Depois de passarem pela Washington Square, os manifestantes seguiram para Bryant Park, no centro de Manhattan, destino final da marcha. Nas mãos, cartazes que diziam "Mãos ao alto, não atirem!", entre outros slogans.

As vítimas lembradas no ato vão desde um bebê de 11 meses até uma senhora negra de 92 anos, morta quando a polícia entrou por erro em sua casa, em uma operação antidrogas.

Entre os nomes lidos, estão o de Michael Brown, de 18, assassinado em Ferguson (Missouri, sul) em agosto de 2014. A morte de Brown ajudou a inspirar uma nova geração de ativistas de direitos civis, que exigem o fim da brutalidade policial.

Os manifestantes criticam a militarização e a discriminação da polícia, pedindo justiça para as vítimas - membros, sobretudo, das comunidades afro-americanas e latinas - e investigações independentes dos homicídios cometidos por oficiais.

* AFP

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