Três equipes de bombeiros procuram piloto de parapente na mata entre Timbó e Pomerode, no Vale do Itajaí Gilmar de Souza/Agência RBS

Helicóptero Águi da PM ajuda nas buscas a piloto de parapente entre Pomerode e Timbó

Foto: Gilmar de Souza / Agência RBS

Um piloto de parapente que decolou do Morro Azul, entre as cidades de Timbó e Pomerode, no Vale do Itajaí, está desaparecido na mata. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 18h desta segunda-feira. As buscas iniciaram logo após a ocorrência, mas os bombeiros não conseguiram localizar o homem, que não teria sofrido ferimentos mas passou a noite na mata.

As buscas foram retomadas na manhã desta terça-feira, com duas equipes da região de Blumenau e uma de Joinville, especializada em montanha. O helicóptero Arcanjo que está baseado em Blumenau também auxiliou nas buscas no início da manhã, mas devido à neblina não conseguiu boa visualização do local e seguiu para outra ocorrência.

De acordo com o major Luciano Mombelli da Luz, neste momento o helicóptero Águia da Polícia Militar de Joinville sobrevoa o local com o auxílio de uma pessoa que conhece bem a região à procura de pontos onde o piloto possa ter pousado. Além de aproximadamente 20 bombeiros, cinco pilotos de parapente experientes ajudam nas buscas. Eles estão verificando as condições do vento na hora do acidente para fazer cálculos da altitude que o piloto atingiu e de onde pode ter pousado.

— Também estamos aguardando que a Justiça aceite o pedido de quebra de sigilo telefônico para que possamos tentar rastrear a localização dele _ explica o major Mombelli.

Membro do Clube Pomerano de Parapente, Fernando Pradi, contou que o piloto é de Jaraguá do Sul já voou na região, mas foram poucas vezes. Segundo Pradi, quando ele decolou no final da tarde as condições do tempo não eram favoráveis e quando a queda ocorreu a neblina impediu que outros pilotos vissem onde ele caiu. 

— Provavelmente ele tentou sair da mata, mas como estava escuro ele pode ter se perdido mais.

Pradi contou também que após a queda o piloto conseguiu contactar o Corpo de Bombeiros e outros pilotos através do telefone celular, mas que a bateria acabou durante a madrugada e o contato foi interrompido.

JORNAL DE SANTA CATARINA
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