Troca de propostas para livre comércio com UE sai até 30 de novembro, diz Dilma JONATHAN NACKSTRAND/AFP

Dilma e o primeiro-ministro da Suécia Stefan Löfven

Foto: JONATHAN NACKSTRAND / AFP

Negociadores da União Europeia e do Mercosul devem realizar a troca de ofertas para um acordo de livre comércio entre os dois blocos econômicos em data a ser fixada entre 23 e 30 de novembro de 2015. A revelação foi feita nesta segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff durante visita oficial a Estocolmo, na Suécia, onde se encontrou com o primeiro-ministro Stefan Löfven.

Questionada pelo jornal O Estado de S.Paulo, a presidente afirmou:

— Nós esperamos apresentar as ofertas comerciais com a UE e o Mercosul na data acordada com a comissária de Comércio da UE, isto é, até o final de novembro, na última semana de novembro — especificou.

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Nesse período Dilma deve retornar à Europa para participar da abertura dos trabalhos da 21ª Conferência do Clima (COP21), que ocorrerá em Paris a partir de 30 de novembro.

O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul vem sendo discutido desde o início dos anos 2000. Em 2004, uma troca de ofertas chegou a acontecer, mas sem acordo final. O processo foi retomado em 2010, e vários prazos foram fixados para a apresentação das propostas, o que até hoje não aconteceu. No primeiro semestre, Dilma Rousseff chegou a expressar o desejo de que a troca acontecesse em julho, mas o processo segue indefinido.

— Estamos muito otimistas em relação a esse acordo — disse Dilma em Estocolmo.

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— Do ponto de vista do Mercosul, ele está pronto para ser assinado, e do ponto de vista da União Europeia os sinais também são bem positivos.

De acordo com o premiê sueco, a UE não estabeleceu uma prioridade entre os acordos com os Estados Unidos (TTIP/Tafta) e as negociações com o Mercosul.

— O cronograma é organizado pela UE. Mas do lado da Suécia não há dúvida de que os dois acordos são muito importantes — explicou Stefan Löfven.

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— Queremos ver ambas as negociações concluídas para que possamos assinar os acordos o mais rápido possível. O acordo será muito importante para a América Latina e para a Europa.

*Estadão Conteúdo

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