Os 330 funcionários da fundição Tupy, em Joinville, ligados ao setor onde houve o acidente que tirou a vida de uma pessoa e deixou mais três feridas, no dia 4 de setembro, retornaram ao trabalho nesta segunda-feira. Eles eram os únicos com as férias coletivas estendidas após o episódio. A informação é do presidente do sindicato dos trabalhadores nas indústrias metalúrgicas de Joinville, Sebastião de Souza Alves.

Segundo ele, o setor continua interditado e os trabalhadores que voltaram estão atuando em outras áreas enquanto aguardam as melhorias no local.

— Pelas informações que temos, o forno vazador foi retirado e estão reconstruindo a estrutura do setor de vazamento — declarou Alves.

Ainda de acordo com a liderança sindical, a empresa deve receber a visita dos fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego nos próximos dias e é possível que o setor seja liberado, se todas as exigências tiverem sido cumpridas.

A interdição ocorreu cerca de 15 dias após o acidente. A medida é considerada pelo MTE como a mais forte na fiscalização e faz parte da investigação iniciada após a morte do funcionário.

Entre os vários procedimentos solicitados estavam a análise de risco de máquinas e equipamentos tanto para operação, ajuste, limpeza e manutenção, bem como laudos de aterramento e de conformidade com a legislação vigente. 

Segundo documento do MTE, a interdição envolveu os setores de serviços junto aos fornos de indução denominados fornos vazadores A1 e A2, localizados na Fundição A ou Telhado A, que pertencem às linhas A1 e A2, relatou o MTE na ocasião.

A reportagem entrou em contato com a Tupy para comentar as declarações do sindicato, mas a empresa não havia se manifestado até o fechamento desta edição.

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