Os ministros da Pesca da União Europeia concordaram nesta quinta-feira por unanimidade em reduzir as quotas de bacalhau no mar Báltico, embora ainda fique abaixo das recomendações da Comissão.

A reunião em Luxemburgo foi "dura mas finalmente produtiva", reconheceu o comissário europeu encarregado da Pesca, Karmenu Vella.

Os ministros concordaram com um corte de 20% da pesca, equivalente a 41.143 toneladas no Báltico oriental e 12.720 no ocidental.

Os representantes dos países reconheceram que a espécie está ameaçada pela pesca excessiva e propuseram medidas adicionais para proteger os bancos e acelerar a recuperação. Uma dessas iniciativas é a proibição da pesca do bacalhau por seis semanas durante o período de reprodução, entre meados de fevereiro e finais de março de 2016.

A UE tem como objetivo administrar os recursos haliêuticos através de planos plurianuais que limitam a exploração para que ela seja distribuída entre os estados-membros, mediante quotas nacionais.

Para fazer isso, Bruxelas considera que a meta é alcançar o rendimento máximo sustentável (RMD, na sigla em francês), que mede os estoques e estabelece um limite máximo para cada espécie pegar para manter os bancos.

"O acordo alcançado hoje é um passo no sentido de uma política de pesca sustentável na Europa, temos sempre ido rumo à meta de RMD, mas para alguns bancos mais do que outros", disse Vella, que lamentou que os ministros não tenham seguido a recomendação para reduzir em 35% das capturas no Báltico ocidental.

* AFP

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