VÍDEO: entenda como funcionam as eleições na Argentina JUAN MABROMATA / AFP/

Argentinos votam na manhã deste domingo em Buenos Aires

Foto: JUAN MABROMATA / AFP

Milhares de eleitores argentinos comparecem às urnas desde as 8h deste domingo (9h em Brasília) para eleger o futuro presidente, 11 governadores de províncias e renovar um terço do Congresso. Chove fraco em boa parte do país, faz frio. Muita gente escolheu o turno da manhã para votar – à tarde, a seleção de rugby argentina disputa a semifinal do mundial, na Grã-Bretanha, o esporte é um dos preferidos no país, junto com o futebol.

O sistema eleitoral argentino é bem diferente do Brasil. Veja no vídeo:

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Há uma preocupação das coalizões para que não faltem cédulas eleitorais nas seções. Como cada aliança de partidos tem sua própria cédula, que se assemelha aos “santinhos” no Brasil, há o risco de o eleitor chegar ao local da votação e não poder escolher a de seus candidatos – isso abre margem para vários questionamentos de resultados e denúncias de fraude em eleições passadas. A cada 10 minutos, um fiscal das coalizões está autorizado a entrar na sala de votação para conferir se existem cédulas suficientes de seus representantes.

A Argentina chega ao pleito que irá definir o sucessor da presidente Cristina Kirchner dividida entre três candidatos principais. Apesar de ser o favorito nas pesquisas, não há garantias de que Daniel Scioli (kircherismo) conquistará a presidência neste domingo.

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Para vencer, ele precisa alcançar 40% dos votos, além de ter uma diferença de 10 pontos para o segundo colocado. Levantamentos mostram que Scioli teria no máximo 38%, contra 28% do segundo colocado, Mauricio Macri (Cambiemos, oposição). Prefeito de Buenos Aires, Macri deve ganhar na capital federal. Porém, quem vencer na província de Buenos Aires, onde Scioli é governador, tem grandes chances de levar a presidência. Esta região do país representa 37% dos eleitores.

As seções eleitorais fecham às 18h (19h em Brasília). A partir daí, as autoridades eleitorais iniciarão uma corrida contra o tempo para buscar dar aos argentinos um resultado ainda na madrugada. Pelo menos para presidente. A apuração para os demais cargos em disputa pode levar dias. Caso não haja votos suficientes para se declarar um vencedor neste domingo, o segundo turno será realizado em 22 de novembro.

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