Os dados completos do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que serão divulgados oficialmente nesta quinta-feira, põem Santa Catarina na segunda posição entre os estados com o menor índice de mortes violentas por 100 mil habitantes no ano passado, de 13,8. Ao mesmo tempo, porém, esse número de 2014 é 10,3% superior ao do ano passado, o que representa o sétimo maior crescimento entre as unidades da federação.

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As estatísticas levam em conta homicídios, latrocínios (roubo seguido de morte), lesões corporais seguidas de morte, vitimização de policiais e mortes decorrentes de intervenção policial. De forma absoluta, foram 926 mortes enquadradas nestes critérios em 2014, sendo que houve aumento em comparação com 2013 em duas situações: assassinatos (698 para 762) e mortes em confronto com a polícia (50 para 97). No cálculo por 100 mil habitantes, o crescimento da violência catarinense é mais que o dobro da média nacional, que ficou em 4,8.

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O levantamento é feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a partir de solicitações às secretariais estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), além do cruzamento de informações disponibilizadas pelas secretarias na internet.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de SC, que informou, via assessoria, que uma avaliação sobre o anuário só seria possível nesta quinta. As polícias Civil e Militar também foram procuradas, mas não houve retorno até a noite de quarta-feira.

Cenário nacional

No total, no ano passado, 58.559 brasileiros morreram de forma intencional, o que representa um aumento de 4,8% em relação a 2013, quando se registrou 55.878 casos. A ação policial foi a segunda principal causa de mortes violentas, respondendo por 5,2% dos casos (3.022 mortes), sendo superada apenas por homicídios dolosos, 89,3% dos casos (52.305 vidas perdidas).

O anuário identifica que Alagoas, com 66,5 mortes violentas intencionais a cada grupo de 100 mil pessoas, continua sendo o estado mais violento do Brasil, mesmo com a redução de 3,5% em relação à taxa de 2013. Por outro lado, em termos porcentuais, Alagoas foi o terceiro melhor avanço no combate a esses crimes, atrás apenas de Minas Gerais e Roraima. A publicação ressalta, no entanto, que Roraima não informa as mortes de policiais e decorrentes de intervenção policial e, portanto, o dado pode estar distorcido.

Já São Paulo, o terceiro com o maior número absoluto de mortes, registrou 5.612 óbitos em decorrência de crimes violentos intencionais em 2014. Um incremento de 2,6%, ou 140 vidas, em relação a 2013. São Paulo, contudo, apresenta a menor taxa de mortes violentas intencionais a cada grupo de 100 mil habitantes do País: 12,7. Em 2013, essa taxa era de 12,5, um aumento de 1,7%.

DIÁRIO CATARINENSE
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