O WikiLeaks publicou, nesta quinta-feira, um segundo lote de documentos hackeados da conta pessoal de e-mail do diretor da Agência Central de Inteligência americana (CIA), John Brennan, incluindo sua lista de contatos, e advertiu que divulgará mais.

Esses dados roubados do chefe da CIA foram mais um golpe em uma comunidade de Inteligência já abalada após uma série de vazamentos de alto perfil. Nenhum dos documentos revelados de sua conta pessoal até agora representa, porém, uma ameaça à Segurança Nacional, ou à sua carreira.

Brennan parece ter deixado de usar essa conta quando voltou ao governo, em 2008.

O ativista australiano da rede WikiLeaks Julian Assange - asilado desde 2012 na embaixada do Equador em Londres e reivindicado pela Justiça sueca - não disse quantos documentos de Brennan o site tem, mas antecipou que mais serão divulgados "nos próximos dias".

Os documentos divulgados hoje incluem recomendações políticas sobre a guerra no Afeganistão e no Paquistão apresentadas a uma Comissão de Inteligência do Senado, além de contatos de Brennan.

Há uma série de endereços de e-mail e contas de mensagem instantânea, que teriam sido extraídas da conta da AOL de Brennan e convertidas em arquivos de texto. Parecem ser endereços de acadêmicos da área política, do setor privado de defesa e terceirizados da Inteligência, além de amigos, familiares e pelo menos um jornalista de renome.

Apenas alguns poucos e-mails são do governo, entre eles os de funcionários do Gabinete do secretário da Defesa, do Departamento de Segurança Interna e da Força Aérea dos Estados Unidos.

Muitos endereços são da empresa privada de Inteligência The Analysis Corp, desenvolvida por Brennan entre 2005 e 2008.

Na quarta-feira, o WikiLeaks havia divulgado uma primeira parte dos e-mails, que correspondia a seis documentos supostamente procedentes da conta privada de Brennan, de 2007 a 2009, antes que assumisse em 2013.

No material vazado, está um questionário de verificação de antecedentes de 47 páginas. O documento teria sido preenchido por Brennan em 2008 e, nele, aparecem vários de seus amigos e sócios, informações da trajetória profissional e detalhes de sua vida familiar.

Também há uma mensagem de 2008 enviada pelo vice-presidente da Comissão de Assuntos de Inteligência do Senado americano, Christopher "Kit" Bond, que pede a proibição de certas "técnicas duras de interrogatório".

* AFP

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