Polícia descarta suspeito e seguem buscas por assassino de menino indígena em Imbituba Gabriel Felipe / RBS TV/RBS TV

Pertences da criança ainda estavam espalhados pela calçada da rodoviária na tarde de quarta-feira

Foto: Gabriel Felipe / RBS TV / RBS TV

Após testemunhas negarem que o suspeito preso pela Polícia Militar fosse o autor do crime, a Polícia Civil prossegue com as tentativas de localizar o autor do assassinato de Vitor Pinto, de apenas dois anos, na rodoviária de Imbituba na última quarta-feira. Na manhã desta quinta-feira, agentes avaliavam as imagens de segurança da rodoviária e da PM para conseguir uma imagem mais nítida do criminoso.

— Temos imagens dele de lado e de costas. Mas dá para ver que não era esse suspeito. Ele foi liberado por volta das 23h — explica o agente Fábio Luiz, que está atuando no plantão, e destacou que outros álibis oferecidos foram checados e bateram com a versão do homem de 24 anos que estava preso.

Criança indígena de dois anos é morta na rodoviária de Imbituba  

O primeiro passo agora é conseguir um retrato nítido do autor do assassinato do menino indígena para tentar sua identificação. A polícia descobriu também que assassino dormiu na rodoviária próximo à família da criança antes de praticar o crime, por volta do meio dia.

Os indígenas são da região Oeste e estavam em Imbituba para comercializar artesanato durante a temporada de verão. Na manhã desta quinta-feira, o pai e a mãe de Vitor, Arcelino e Sônia, foram levados pela Funai para Tubarão para retirar o corpo da criança do IML e de onde seguiriam para Chapecó, município em que residem.

O crime

A mãe de Vitor estava amamentando a criança quando um homem portando uma mochila, ainda não identificado, se aproximou dos dois e desferiu um golpe na garganta da criança com um objeto cortante. O assassinato ocorreu na quarta-feira, por volta do meio dia.

A polícia ainda tenta identificar se foi uma faca ou um estilete a arma utilizada para degolar o menino. A PM iniciou buscas após o crime e encontrou um homem, que tinha antecedentes, a cerca de 11 quilômetros do local.

Após investigações, o suspeito foi liberado por não ser reconhecido por testemunhas. Os álibis que ofereceu também mostraram que ele não teria dormido na rodoviária, como o autor do crime.

Mesmo após cometer o crime à luz do dia, o suspeito conseguiu escapar de um dos locais mais movimentados da cidade nessa época do ano, a rodoviária municipal.

Funai emite nota de repúdio

A Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão indigenista oficial do Estado brasileiro, se manifestou sobre o assassinato de Vitor por meio de uma nota oficial. Leia a íntegra do documento:

"A Funai vem a público manifestar sua enorme consternação e revolta pelo assassinato brutal perpetrado contra o indígena Kaingang Vitor Pinto, de apenas dois anos de idade, na cidade de Imbituba, estado de Santa Catarina, na última quarta-feira (30).

Ao mesmo tempo, externa sua solidariedade aos pais do menino, Sônia da Silva e Arcelino Vara Pinto, bem como à comunidade da Aldeia Condá, onde ele vivia. Exorta, ainda, à Polícia Civil do Estado de Santa Catarina para que envide todos os esforços e meios necessários para o elucidamento do fato ocorrido, de modo a se fazer justiça contra tão odioso crime."

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THIAGO SANTAELLA
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