Estado interdita cultivo e proíbe consumo de ostras, mexilhões e berbigões em Santa Catarina Marco Favero/Agência RBS

Testes apontaram a presença de toxina diarréica (DSP) nos moluscos

Foto: Marco Favero / Agência RBS

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca interditou por tempo indeterminado as áreas de cultivo de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões em Santa Catarina, proibindo a retirada, comercialização e consumo devido à presença de toxinas que podem causar intoxicação alimentar. 

Exames realizados pelo Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC detectaram a presença da toxina diarréica (DSP) em cultivos da localidade de Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis, e também na produção de moluscos da Enseada do Brito, em Palhoça, Ganchos de Fora, em Governador Celso Ramos e Laranjeiras, em Balneário Camboriú.

Novas coletas de ostras e mexilhões serão realizadas para monitoramento das áreas de produção e os resultados dessas análises definirão a liberação ou manutenção da interdição das áreas afetadas. 

A expectativa é de que as toxinas produzidas pelas algas desapareçam em alguns dias, não gerando prejuízos financeiros para os maricultores porque a produção permanecerá na área de cultivo. 


Comerciantes e produtores ficam insatisfeitos com a interdição total


Segundo a Secretaria de Agricultura e Pesca a interdição de todo o litoral catarinense é necessária para preservar a saúde pública, já que existe a possibilidade de a contaminação dos moluscos bivalves estar ocorrendo de forma generalizada. 

As instituições públicas responsáveis pela fiscalização sanitária do comércio, inspeção de produtos de origem animal, pesquisa e extensão e diagnóstico foram comunicados para que tomem providências nas suas áreas de atuação.

Histórico

A presença de Dynophysis é conhecida em Santa Catarina e por isso os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) no litoral. Os últimos episódios de excesso de DSP no estado aconteceram em 2014, 2008 e 2007. 

A toxina diarréica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. 

Sintomas

Os sintomas causados pela DSP são diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais e se manifestam em poucas horas após a ingestão de moluscos contaminados. A recuperação do paciente se dá entre dois e três dias, independente de tratamento médico.

 Veja também
 
 Comente essa história