Às 4h30min desta quarta-feira, viaturas da Polícia Militar já estavam em frente às garagens das empresas de transporte coletivo da Grande Florianópolis para garantir que não houvesse confusão com grevistas quando os ônibus saíssem. No entanto, a decisão judicial que determinava frota mínima e horário de sábado não foi cumprida. Assim, não houve conflito, mas também não houve transporte coletivo pelo segundo dia na região.

Polícia esteve nas garagens para evitar confusão Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Na garagem da Transol, na SC-401, nenhum coletivo saiu do pátio. Quatro viaturas da PM estiveram no local para garantir a saída, mas receberam informações de que não haveriam motoristas.

Um grupo de 15 grevistas esteve em frente ao pátio da Transol. Eles disseram que a adesão à greve é total. De acordo com eles, somente um ônibus da empresa saiu para buscar funcionários, porém voltou vazio. Grevistas também estiveram em frente ao pátio da Canasvieiras, no Norte da Ilha, onde a PM também atuou. 

Em Palhoça, quatro linhas da Jotur foram liberadas para circular.

Sem ônibus, a população esperou em pontos no Itacorubi por táxis e carona para chegar no trabalho. O Ticen amanheceu vazio mais uma vez. Passageiros fizeram fila para pegar vans para outras regiões na cidade.

Com a paralisação, o trânsito, que já é complicado no início da manhã, esteve ainda pior: a fila para entrar na Via Expressa estava no cemitério de Barreiros por volta das 8h.

O comércio também sente os efeitos da greve. O quiosque em frente ao Ticen teve uma queda grande no movimento, segundo os trabalhadores. No Instituto Estadual de Educação, as aulas estão suspensas até o fim da greve, de acordo com o diretor Vendelin Borguezon. Nas escolas estaduais e municipais, as aulas continuam. 

Na segunda-feira, a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Florianópolis estimou em 50% as perdas no comércio com o primeiro dia de paralisação. A diretora da CDL de São José, Cíntia Pieri, também vê dificuldades no setor. 

— O movimento na loja caiu bastante. Já é ruim por ser fim do mês, as pessoas começam a comprar depois do dia 5, ainda temos que enfrentar essa greve. Pelo menos 20% do movimento caiu ontem (segunda-feira) — revelou.

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