O movimento O Sul É o Meu País existe desde a década de 90, mas recentemente voltou a ficar em evidência diante da crise política e econômica no Brasil. Para os separatistas, os três estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) possuem uma cultura e uma força econômica próprias. Também alegam que o sistema federativo que funciona atualmente no Brasil é injusto na redistribuição dos impostos e facilita a corrupção.

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Confira os principais motivos alegados pelo movimento:

Política: Segundo o movimento, o atual sistema não garante igualidade na representatividade parlamentar. No Senado, por exemplo, cada Estado tem direito a três senadores. Portanto, senadores de Estados menos populosos possuem mais representatividade, proporcionalmente, do que os de Estados mais populosos (um senador do Acre responde a 166.692  eleitores, enquanto um de Santa Catarina, a 1.619.774).

Tributação: A redistribuição de impostos do governo federal aos Estados é injusta, segundo o movimento. Somando a arrecadação dos três Estados do Sul em 2014, segundo o Portal da Transparência, apenas 20,27% retornou à região. 

Economia: O PIB da Região Sul correponde a 16,2% de todo o Brasil. Junto a isso, o potencial industrial, tecnológica e de agricultura, a variedade de setores de produção, a infraestrutura portuária e a capacidade de produção energética tornariam o novo país economicamente independente.

Cultura: Para o movimento, os três Estados possuem uma cultura em comum, "predominantemente de origem européia, mas orgulhosamente miscigenada ao africano, ao americano nativo e ao asiático". 

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