Secretaria de Saúde fecha 56 leitos de hospitais da Grande Florianópolis Divulgação/Divulgação

Foto: Divulgação / Divulgação

Faltando 16 dias para terminar o ano, o governo de Santa Catarina continua na corda bamba para tentar equilibrar as contas na área da saúde. Mais uma prova disso é o fechamento temporário de ao menos 56 leitos nos hospitais da Grande Florianópolis somente nesta semana – média de 14 por dia. A secretaria de saúde chamou a manobra de "remanejamento temporário de servidores". O sindicato da categoria garante que a falta de 3 mil funcionários, sem data para novos concursos, impede o funcionamento dos leitos e compromete a operacionalidade dos hospitais. 

— A secretaria diminuiu o número de leitos, reduziu o número de cirurgias. Faltam servidores. Por isso os leitos estão sendo fechados. Não adianta ter leito sem gente para trabalhar — afirmou a presidente do SindSaúde, Edileuza Garcia Fortuna. 

Por meio de nota oficial, a secretaria não confirmou a informação dos fechamentos, mas disse que tem discutido e avaliado remanejar os profissionais. A justificativa para a ação seria atender a demanda de urgência e emergência que cresce nesta época do ano. 

— Esse eventual remanejamento ocorrerá em razão de os casos de urgência e emergência aumentarem nesta época e necessitarem de um maior número de servidores para atender de melhor forma a demanda e, ao mesmo tempo, o volume de cirurgias cair sensivelmente, inclusive sendo de menor gravidade em relação ao restante do ano.

Referência em traumas, o Hospital Celso Ramos, na Capital, fechou o centro cirúrgico da emergência na última segunda-feira – total de 11 leitos. A ala é responsável por atender casos graves que chegam ao pronto-atendimento e precisam de cirurgia imediata. De acordo com os trabalhadores, o setor realiza cerca de 30% de todos os procedimentos cirúrgicos do hospital.

No Hospital Regional, os funcionários afirmam que 25 leitos estão fechados. Na unidade, cirurgias eletivas de ginecologia, por exemplo, estão suspensas. Já no Nereu Ramos, único do Estado com atendimento de infectologia, 20 leitos da ala de doenças infecto-parasitárias (DIP1) suspenderam os trabalhos na última terça-feira.


 Veja também
 
 Comente essa história