O movimento Mulheres do Brasil (MDB) foi oficialmente lançado em Florianópolis na tarde desta quarta-feira. Uma palestra no plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), ministrada pelas empresárias Luiza Trajano, da rede varejista Magazine Luiza, e Sônia Hess, presidente do Lide Mulher e ex-presidente da Dudalina, marcou o evento. A empresária Annalisa Dal Zotto, que lidera o movimento no Estado desde agosto do ano passado, também esteve presente. Iniciativa de Luiza, o movimento foi criado em 2013 em São Paulo e, desde então, tem ganhado braços em outros Estados.

Antes de conversar com um grupo de mulheres, as empresárias participaram de uma coletiva de imprensa para falar sobre o movimento, que nasceu em 2013, em São Paulo. Hoje, segundo uma das idealizadoras, aproximadamente 3 mil mulheres em todo país integram o grupo. Em Santa Catarina, já são pelo menos 40 integrantes. 

— Só queríamos abrir depois que já tivesse muita coisa realizada. Esse é um movimento apartidário e eu acredito que, através da sociedade civil, nós vamos trazer transformações dos nossos sistemas — explica Luiza, ao pontuar que as integrantes do movimento já lideram 12 frentes de trabalho no território nacional. 

Empresária Luiza Trajano, da rede varejista Magazine Luiza Foto: Marco Favero / Agencia RBS

A conquista mais recente do movimento, conforme a empresária, foi a aprovação no início de março, no Senado, de um projeto de lei que institui cotas femininas em conselhos de administração de empresas públicas. Agora, o projeto precisa ser estudado e votado pela Câmara dos Deputados. 

— A cota é um processo transitório para diminuir a desigualdade. Depois de dois anos de muita luta, de mulheres indo para Brasília e conscientizando, não brigando, mostramos a importância do projeto para os senadores — comemora Luiza.

Movimento pretende implantar primeira Apac feminina no Estado

Outra frente do Mulheres do Brasil é a implantação da primeira Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) feminina em Santa Catarina. A proposta já havia sido anunciada pelas idealizadoras em agosto do ano passado e continua sendo estudada. Segundo a empresária Annalisa Dal Zotto, uma das líderes do MDB em SC, o grupo está em busca de uma área para poder construir a estrutura, que deve ser planejada para abrigar 60 mulheres. 

— Nossa intensão é buscar fazer na região da Grande Florianópolis. Seria a primeira de muitas, pois realmente acreditamos nesse projeto. Precisamos do poder público. Até já conversamos com a secretária Ada (Faraco De Luca, de Justiça e Cidadania), que apoiou a nossa iniciativa. Foi excelente — afirma Annalisa.

Empresária Annalisa Dal Zotto Foto: Marco Favero / Agencia RBS

MDB deve ser implantado em outras cidades 

Também idealizadora do movimento em São Paulo, Sônia Hess adianta que outros núcleos do Mulheres do Brasil devem ser lançados. Segundo ela, nas próximas semanas as empresárias devem ir para Curitiba, por exemplo. Sônia afirma que além das causas sociais, o MDB também apoia ações empreendedoras e de políticas públicas. De acordo com Luiza Trajano, todas as mulheres que tiverem interesse podem fazer parte do movimento.

Sônia Hess, presidente do Lide Mulher e ex-presidente da Dudalina Foto: Marco Favero / Agencia RBS

— Não acredito em movimentos elitizados. Temos desde executivas até donas de casa e médicas. Não temos perfil definido e é impressionante a adesão. Pensamos sempre no empoderamento. Qualquer mulher, de qualquer segmento, desde que seja apartidária, é bem-vinda — conclui Luiza. 

Quem quiser mais informações sobre como participar, pode encaminhar suas dúvidas para o e-mail atendimento@grupomulheresdobrasil.com.br ou então por meio do site www.grupomulheresdobrasil.com.br

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