Carolina Bahia: flexibilizar para não perder Lucas Amorelli/New Co DSM

Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

O governo Temer flexibiliza o texto da Reforma da Previdência para não fracassar. Deputados da base aliada comentam abertamente que não estão dispostos a encarar o desgaste com o eleitor, aprovando um projeto impopular e que até agora passou a ideia de retirada de direitos. Os cinco pontos que sofrerão modificações são exatamente aqueles destacados pelos parlamentares como as questões mais cobradas pelo eleitorado. 

A aposentadoria rural é o melhor exemplo. Deputados da bancada ruralista e dos trabalhadores rurais estão unidos contra a contribuição obrigatória, por exemplo. Mudanças na regra de transição e nos benefícios sociais seguem a mesma lógica. Nesses casos, o presidente Michel Temer enfrentava resistências dentro de casa. 

Nos bastidores, o ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social) vinha articulando por adaptações nas regras do benefício pago a pessoas de baixa renda idosas ou com deficiência, o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nem o ex-presidente Lula, no início do primeiro mandato, em lua-de-mel com a população, conseguiu aprovar um texto original da reforma da Previdência. Temer já recuou inúmeras vezes e, agora, não poderia ser diferente.

Alívio
Deputados fizeram um apelo ao relator da Reforma da Previdência: que Arthur Maia (PPS-BA) não apresentasse o texto do projeto antes do feriado da Páscoa. Deputados não queriam voltar para as suas bases e serem torpedeados com críticas dos eleitores, em pleno feriado. Com as mudanças na proposta, Maia terá mesmo que adiar as conclusões. 

Carinho
Para atrair os votos das bancadas do Norte e do Nordeste a favor do projeto de recuperação fiscal, que está tramitando na Câmara dos Deputados, o Ministério da Fazenda liberou a renegociação da dívida dos Estados com o BNDES. O senado deve aprovar a medida na semana que vem.

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