Carolina Bahia: Ministro do Trabalho pede veto Divulgação/Laine Valgas

Foto: Divulgação / Laine Valgas

O governo Temer apressou a votação da Reforma Trabalhista, mas não há consenso sobre o texto nem mesmo dentro de casa. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, adianta à coluna que se o plenário aprovar o relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) que prevê a regulamentação do trabalho intermitente e o fim do imposto sindical, a nota técnica da pasta vai recomendar o veto desses dois pontos à presidência da República. Nogueira ainda não conversou com Michel Temer, mas lembra que o acordo inicial com as centrais sindicais não previa esses temas na reforma. Apesar das resistências, o Planalto está confiante de que terá os votos necessários para a aprovação em plenário ainda na próxima semana, afastando a imagem de paralisia por causa da Lava-Jato. A ideia é pavimentar o caminho para os debates da Reforma da Previdência, uma negociação ainda mais complexa.

Tem limite
Assim que for aprovada a Reforma Trabalhista, o Ministério do Trabalho vai encaminhar ao Congresso o Marco Regulatório da Atividade Sindical. Técnicos já estão trabalhando na proposta que tem o objetivo de evitar a proliferação de sindicatos.

Canal direto
Um decreto do governo deve trazer de volta a Ouvidoria dos Direitos Humanos. Essa é uma reivindicação da deputada Maria do Rosário (PT-RS). Ela sugeriu a medida a Cleber Verde (PRB-MA), relator da MP do Ministério dos Direitos Humanos. O deputado assegurou que Temer assinará o decreto.

Fim do mundo 2
Uma simples frase do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda) deixa em pânico a cúpula do PT e gente graúda do sistema financeiro. Ele disse ao juiz Sérgio Moro que está disposto a revelar nomes e operações de interesse da Lava-Jato. Se ele resolver fechar um acordo de delação, a situação do ex-presidente Lula irá se agravar.

Segurança
Como antecipou a coluna, o general de divisão do Exército Carlos Alberto dos Santos Cruz é o novo Secretário Nacional de Segurança Pública (Senasp). Ele tomou posse ontem no Ministério da Justiça. O general Santos Cruz tem mais de 40 anos no Exército, foi comandante de missões de paz no Haiti, entre 2006 e 2009, na República Democrática do Congo, entre outros.

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