Secretário de segurança reúne gabinete de crise e admite ação de facção em noite de ataques Cristiano Estrela/Agencia RBS

Ônibus foi incendiado na madrugada desta quarta-feira em Canasvieiras

Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Os ataques da última noite e madrugada em Florianópolis fizeram a Secretaria de Segurança Pública (SSP) mobilizar o gabinete de crise na manhã desta quarta-feira na Capital. Estiveram na sede do órgão os comandos das polícias Civil e Militar e a chefia dos órgãos de inteligência.

No fim do encontro, o secretário admitiu que os atentados foram protagonizados por uma facção criminosa. Sem dar nomes às facções, Grubba disse que um grupo catarinense tentou avançar para a comunidade da Novo Horizonte, no bairro Chico Mendes, na área continental da cidade, para controlar o tráfico local depois do enfraquecimento da organização paulista no Estado. O secretário quis se referir ao PGC, criado em SC, e ao PCC, nascido e sediado em São Paulo.

Na última semana, uma operação da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu 91 suspeitos de integrarem o PCC em Santa Catarina. Com isso, o grupo criminoso catarinense viu uma oportunidade de avançar sobre a Novo Horizonte, o que ocorreu na noite desta terça-feira e gerou o confronto entre a Polícia Militar e criminosos.

— Estamos atentos e vamos manter nossa estratégia de policiamento ostensivo em áreas vulneráveis, pois nosso foco principal é o cidadão do bem — prometeu o secretário, usando a mesma expressão que nos últimos dias causou repercussão no Estado (relembre aqui).

A mesma crise de criminalidade que a cidade vive atualmente não é exclusividade da última noite. Na mesma Novo Horizonte, no final de janeiro, outra tentativa de invasão do PGC deixou dois feridos e espalhou medo pelas regiões próximas.

Além disso, nestes primeiros quatro meses do ano, a cidade passou por outros episódios de violência com repercussão, como foram a morte de uma turista gaúcha no Papaquara, no norte da Ilha, e as chacinas na Costeira e na Vila União, que aumentaram consideravelmente o número de assassinatos na Capital em comparação com os últimos anos.

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