Ao menos 600 soldados do Congo que integram as forças de paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (RCA) voltarão para casa após terem sido acusados de abuso sexual e outros crimes, afirmaram nesta segunda-feira altos funcionários da ONU.

O secretário-geral, Antônio Guterres, anunciará a retirada na terça-feira em uma coletiva de imprensa na sede da ONU, disse um funcionário do organismo à AFP.

A decisão chega após um relatório apresentado pelo chefe da MINUSCA, a missão de paz da ONU na RCA, que advertiu que Brazavile deveria tomar medidas para frear seus soldados acusados de delitos ou repatriá-los.

O tenente-geral senegalês Balla Keita disse às mais altas autoridades da ONU que havia enviado seis cartas ao comandante do batalhão do Congo este ano, nas quais dava conta de acusações de abuso sexual, tráfico de combustível e faltas disciplinares cometidas por seus subordinados.

Os 629 soldados em Berbérati, a terceira maior cidade da República Centro-Africana, são a única contribuição de Brazavile à MINUSCA.

* AFP

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