O delegado Weydson da Silva, responsável pela Divisão de Investigações Criminais de Itajaí (DIC), apresentará nesta terça-feira a conclusão do inquérito que apurou o assassinato do engenheiro Sérgio Renato Silva, morto a tiros na frente de casa na Praia Brava em fevereiro deste ano. Pelo menos duas pessoas foram presas, mas os detalhes ainda não foram divulgados.

Semanas antes de morrer, Sérgio Renato havia deixado o posto de diretor de aprovação de projetos na Secretaria de Planejamento de Balneário Camboriú, que ocupava há anos. No início das investigações, o delegado descartou a possibilidade de uma tentativa de latrocínio e afirmou que se tratava de uma execução.

O fato de o engenheiro ter prestado depoimentos ao Ministério Público nas semanas que antecederam sua morte fez surgir boatos de que o assassinato esteja ligado à atividade que ele exercia na prefeitura. Esta relação não foi, até agora, confirmado pela polícia.

Auditoria

Recentemente uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apurou suspeitas na Secretaria de Planejamento de Balneário Camboriú. O relatório afirma que a cidade deixou de arrecadar R$ 9 milhões pela aprovação de edifícios entre 2012 e 2016. 

As irregularidades incluem a falta de cobrança pelo uso de benefícios, como o solo criado, e até valores que o sistema indica como pagos pelas construtoras, mas que nunca apareceram nas contas da prefeitura. 

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